Matheus Leitão inicia nova fase no Metrópoles com compromisso ético

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Capa do livro-reportagem “Em Nome dos Pais”, de Matheus Leitão. (Foto: Instagram)

Hoje marca o início de uma nova etapa na minha trajetória jornalística. A partir de agora, minha coluna será publicada no Metrópoles.

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Trago comigo mais de uma década de experiência como colunista. Iniciei no G1, onde escrevi de 2015 a 2020, e depois segui para a Veja. Durante esse tempo, construí uma relação próxima com os leitores e minha coluna alcançou a liderança de audiência, superando colunas tradicionais da revista.

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Agora, essa história continua no Metrópoles, de forma ainda mais abrangente. Além da coluna, participarei diariamente do programa "Agora Metrópoles", ao lado do jornalista Rafael Campos, e comandarei um programa semanal de entrevistas com personalidades da cultura, música popular brasileira e literatura.

São 26 anos dedicados ao jornalismo. Antes de ser colunista, atuei como estagiário, repórter, editor de política e repórter especial em veículos como Correio Braziliense, revista Época, iG e Folha de S.Paulo. Investiguei casos de corrupção e irregularidades envolvendo figuras do Judiciário e do governo, resultando em demissões e prisões, com impactos significativos no cenário nacional.

Tenho um olhar atento sobre os Três Poderes, mas uma parte especial da minha carreira está ligada à defesa dos direitos humanos e ao enfrentamento dos crimes da ditadura. Sou o único jornalista brasileiro vivo a entrevistar os torturadores Carlos Alberto Brilhante Ustra e Antônio Waneir Pinheiro de Lima.

No meu livro-reportagem "Em Nome dos Pais", revelei os nomes do delator e de três torturadores dos meus pais, Marcelo Netto e Miriam Leitão. A obra foi adaptada para o teatro, virou uma série documental da HBO e agora caminha para o cinema.

Além disso, ajudei a localizar o local de sepultamento do desaparecido político Epaminondas Gomes de Oliveira. Recentemente, destaquei-me em reportagens sobre o caso de assédio contra a ministra Anielle Franco e sobre a obra e assassinato de Bruno Pereira, o maior indigenista do Brasil.

Meu trabalho ao longo dessas quase três décadas rendeu prêmios importantes no jornalismo brasileiro e latino-americano, incluindo três prêmios Esso, o Embratel, o Vladimir Herzog e o prêmio da Sociedade Interamericana de Imprensa. Essas conquistas me levaram à Universidade de Berkeley, na Califórnia, como visiting scholar no curso de jornalismo investigativo liderado por Lowell Bergman, e a produzir o TEDx "O poder do diálogo e do perdão".

Chego ao Metrópoles feliz, grato a Lilian Tahan e sua equipe, cheio de ideias e com a mesma disposição de sempre para investigar, informar, analisar e dialogar com os leitores.

A casa muda, mas o compromisso com o jornalismo sério e ético permanece. Sempre.

Mãos à obra.

Já conferiu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Acesse a coluna do Metrópoles.

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