
AGU pede ao STF suspensão do afastamento de dirigentes da PF (Foto: Instagram)
A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou, nesta terça-feira (8/9), de forma urgente, que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, suspenda a decisão de André Mendonça que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.
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O pedido, assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e outros membros da direção da AGU, alega que há uma grave lesão à ordem pública e administrativa.
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O órgão defende que o afastamento cautelar fere diretamente a prerrogativa constitucional exclusiva do Presidente da República para nomear e destituir cargos de direção na Polícia Federal. Além disso, ressalta que a interrupção repentina na gestão compromete as atividades de polícia judiciária e pode causar desorganização institucional.
De acordo com a petição, os fatos relacionados à produção e divulgação de relatórios de inteligência da PF já estavam sob a supervisão direta da Presidência da Suprema Corte desde 3 de setembro de 2026, no processo PET nº 16.704/DF.
Esse procedimento definiu pontos de investigação e concedeu um prazo de cinco dias úteis para manifestações de autoridades, incluindo os diretores da PF afastados. Para a União, a decisão monocrática de André Mendonça antecipou juízos cautelares e submeteu ao referendo da Segunda Turma do STF uma matéria que o próprio ministro-relator indicou como de competência do plenário.
Diante do cenário de urgência, a AGU pediu a concessão de liminar para suspender imediatamente o afastamento dos dirigentes e a subsequente confirmação do pedido no mérito até a manifestação definitiva do órgão competente.







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