CPI do Metanol em SP quer criminalizar adulteração de bebidas como crime hediondo

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Vereador Adrilles Jorge em depoimento na CPI do Metanol na Câmara Municipal de São Paulo (Foto: Instagram)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Metanol, realizada na Câmara Municipal de São Paulo, propõe que a adulteração de bebidas alcoólicas com metanol ou outras substâncias tóxicas seja classificada como crime hediondo. O vereador Adrilles Jorge (União Brasil), que participa da comissão, também sugere a responsabilização de comerciantes que adquirirem produtos sem nota fiscal.

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Instaurada em outubro do ano passado, a CPI concluiu que os casos de intoxicação pelo material não se originaram na indústria formal de produção, mas sim em um esquema clandestino de falsificação e distribuição das bebidas.

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De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a capital paulista registrou 54 casos confirmados de intoxicação e doze mortes até novembro do ano passado.

A aquisição de bebidas sem nota fiscal também foi identificada como um problema. Para a comissão, bares, adegas e distribuidores que compram produtos sem comprovação de origem devem ser responsabilizados em caso de irregularidades.

“Não adianta combater apenas quem enche uma garrafa com produto falsificado. É necessário também responsabilizar quem compra sem nota fiscal e sem saber a origem do que oferece ao consumidor”, destacou Adrilles.

O relatório final será enviado à Polícia Civil e ao Ministério Público de São Paulo para auxiliar nas investigações sobre os casos de intoxicação.

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