
Empresário e magistrado em encontro no STF (Foto: Instagram)
O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, firmou um acordo de delação premiada um dia depois de se encontrar com um juiz auxiliar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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O encontro aconteceu na terça-feira (8/9) e teve como objetivo avaliar a colaboração que Mineiro assinou com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto. Após o fechamento do acordo, ele foi encaminhado a Mendonça, que é responsável por decidir sobre a homologação da delação.
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Durante a audiência, o juiz auxiliar do gabinete do ministro questionou o empresário se ele havia decidido colaborar de forma voluntária. Mineiro confirmou que sim. A voluntariedade é uma exigência legal para que o STF valide esse tipo de acordo.
Na quarta-feira (9/9), 24 horas após a reunião, Mendonça homologou a delação. A decisão permanece sob sigilo.
Freixo Júnior, proprietário da Entre Investimentos e Participações, está sob investigação por suspeita de envolvimento em operações financeiras ligadas ao filme “Dark Horse”, que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na delação, o empresário declarou que era responsável por "gerar" dinheiro em espécie para a equipe do banqueiro Daniel Vorcaro, afirmando que os valores eram entregues em malas para pagamento de propina.
Mineiro também relatou sete transferências para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, descritas como “subscrição de cotas” — operação em que o fundo emite novas cotas para receber investimentos.
As transferências ocorreram entre janeiro e setembro de 2025, totalizando US$ 12,333 milhões, cerca de R$ 62,8 milhões à cotação da época.
Segundo o delator, os valores teriam sido solicitados a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.







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