
Frequentadora do Mercado Novo denuncia agressão e roubo durante madrugada (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – Na madrugada de domingo (6/9), Raíssa Duarte, analista de Trade Marketing de 35 anos, viveu momentos de tensão no Mercado Novo, um popular ponto de encontro no Centro da capital. Ela foi agredida com um soco e teve seu celular roubado por volta das 2h. Raíssa utilizou suas redes sociais para alertar outros frequentadores e solicitar medidas de segurança.
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“Pessoal, bom dia, hoje usarei meu Instagram para fazer uma denúncia séria do que aconteceu comigo ontem. (…) Ontem fui assaltada e agredida. As pessoas ao meu redor também foram, perderam seus telefones. Um homem negro alto provoca uma briga e, durante a confusão, rouba todos”, relatou ela no vídeo.
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ALERTA AOS FREQUENTADORES
Raíssa alerta os frequentadores para terem cuidado, pois, segundo ela, o incidente não foi isolado. Ela mencionou que foi avisada sobre a frequência desses casos ao chegar no local.
“Antes de entrar, a segurança da portaria me avisou: cuidado com o telefone, estão roubando telefones”, disse ela no vídeo.
Ela explicou que, apesar do aviso, não se preocupou, pois usa o celular com uma cordinha de segurança. No entanto, Raíssa descreveu que a tática usada é criar uma confusão para então cometer o crime.
“Cerca de uma hora depois, um homem alto, negro, forte, de cabelo raspado, me agrediu sem motivo. Fiquei inconsciente, e as pessoas vieram me ajudar. Foi nesse momento que nossos telefones foram roubados”, detalhou Raíssa.
No vídeo, é visível que sua boca está bastante inchada e com pontos. Ela contou ao Metrópoles que foi levada ao hospital por amigos.
SUBMUNDO DO MERCADO NOVO
Raíssa esclareceu que o Mercado Novo fecha à meia-noite, mas no subsolo, chamado de “submundo”, os bares funcionam das 23h até às 6h da manhã seguinte. Foi nesse local que o incidente ocorreu.
Após o caso ganhar repercussão, outras pessoas relataram experiências semelhantes. Alguns afirmaram ter presenciado o momento da confusão.
Raíssa relatou que o homem saiu do local como se nada tivesse acontecido. “O suspeito saiu andando, despreocupado. As pessoas estavam mais preocupadas comigo devido ao sangue que saía da minha boca”, afirmou.
SENTIMENTO DE REVOLTA
A analista expressou sua revolta com o ocorrido e criticou a atitude do estabelecimento.
“Estou extremamente revoltada! Saí de casa para me divertir, escolhi um ambiente fechado achando que estaria mais segura, mas aconteceu o oposto. Além de roubada, fui brutalmente agredida. E o pior é que o estabelecimento não se importou comigo”, desabafou.
O CASO SERÁ INVESTIGADO
Na tarde desta terça-feira (8/9), Raíssa foi ao Instituto Médico Legal para fazer exame de corpo de delito.
Ela informou que registrou um boletim de ocorrência e que o caso será investigado. Ela também mencionou que há câmeras de segurança no local, cujas imagens serão usadas para identificar o responsável pelas agressões e pelo roubo.
CERVEJARIA SE MANIFESTA NAS REDES SOCIAIS
O perfil da Nuuh Cervejaria publicou uma mensagem nos stories direcionada a Raíssa, lamentando o ocorrido.
“Oi, Raíssa. Sentimos muito pelo que você passou. É revoltante e inadmissível que uma situação como essa tenha acontecido”, dizia a mensagem.
A cervejaria se colocou à disposição e afirmou não compactuar com qualquer forma de violência. “Queremos que você saiba que estamos inteiramente à sua disposição para oferecer todo o apoio possível. Não compactuamos com nenhuma forma de violência”, dizia a nota.
O perfil também destacou que a segurança tem sido uma preocupação para os bares no térreo (submundo) do Mercado Novo.
“Nos últimos meses, os bares do térreo do Mercado Novo têm trabalhado em conjunto para melhorar a segurança no espaço. Estamos à disposição das autoridades para ajudar na identificação e responsabilização do agressor”, dizia um trecho da mensagem.
A reportagem entrou em contato com o Mercado Novo, mas até o momento da publicação não havia resposta. O espaço permanece aberto.







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