
Laudo do IML deve esclarecer morte de Larissa Cruz Morata (Foto: Instagram)
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) que determinará a trajetória do tiro que matou Larissa Cruz Morata, de 29 anos, deve ser finalizado nesta quinta-feira (10/9). Larissa, esposa do soldado da Polícia Militar Vinicius Costa Silva, foi encontrada morta no último domingo (6/9) em Embu das Artes, São Paulo. A conclusão do laudo foi confirmada por fontes da Secretaria de Segurança Pública.
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O documento é crucial para esclarecer se Larissa foi vítima de feminicídio ou se cometeu suicídio. A posição do tiro e o trajeto da bala, que foi da esquerda para a direita, acima da orelha esquerda, são analisados. A família de Larissa argumenta que ela era destra, o que enfraquece a hipótese de suicídio.
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Diversos detalhes do corpo de Larissa e do local onde foi encontrada são considerados na investigação da Polícia Civil. O boletim de ocorrência destaca a necessidade de um exame necroscópico para determinar a causa da morte. Exames residuográficos nas mãos de Larissa e Vinicius foram requisitados para detectar resíduos de disparo de arma de fogo. Além disso, a arma, o carregador e as munições foram encaminhados ao Instituto de Criminalística para exames periciais.
A Polícia Civil solicitou a prisão do PM e requisitou exames residuográficos. O caso foi inicialmente registrado como morte suspeita, pois Larissa foi encontrada com a arma do PM sob o corpo. Vinicius, presente no local, alegou que se tratava de suicídio, mas o caso foi registrado como suspeito.
No dia seguinte à morte, Vinicius foi preso no velório de Larissa. Sua prisão temporária foi decretada, e ele é suspeito de feminicídio. O soldado foi levado ao Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo.
Larissa foi encontrada morta com um tiro na cabeça na casa que dividia com Vinicius. Ele alegou suicídio, mas a hipótese de feminicídio também é investigada. Durante o velório, Vinicius foi preso por inconsistências em seu depoimento. Ele foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, onde também está detido o tenente-coronel Geraldo Leite, acusado de feminicídio.
A defesa de Vinicius sustenta a tese de suicídio e planeja apresentar mensagens que indicariam essa intenção de Larissa. No entanto, a família dela nega essa versão, afirmando que Larissa tinha planos e não estava em processo de separação.
A Polícia Civil encontrou divergências periciais na versão apresentada. Larissa foi encontrada com um tiro próximo ao ouvido esquerdo, mas a família afirma que ela não era canhota.
Após ser preso, Vinícius foi levado ao Presídio Militar Romão Gomes, onde também está o tenente-coronel Geraldo Leite, acusado de matar a esposa PM Gisele. Ambos os casos têm semelhanças notáveis, com alegações de suicídio após discussões conjugais.
Um laudo do Instituto de Criminalística descartou a hipótese de suicídio de Gisele, revelando divergências materiais entre a versão inicial e os vestígios físicos. O Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão preventiva de Geraldo Leite, e o depoimento dele foi adiado pela Justiça de São Paulo.
A defesa de Vinicius classifica a morte de Larissa como "fatalidade" e afirma que desde o início ele relatou que Larissa tirou a própria vida. Alega que, apesar do término, mantinham boa relação e que a irmã de Vinicius, testemunha dos fatos, já prestou depoimento.
A defesa também menciona que Larissa expressou pensamentos suicidas em caso de separação, e confia que os depoimentos e laudos periciais esclarecerão os acontecimentos, demonstrando que Vinicius não cometeu crime contra Larissa.







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