
Sigilo do inquérito do Banco Master reforça influência de Mendonça e tensiona disputa política (Foto: Instagram)
Na noite de ontem, foi divulgado que o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo do inquérito sobre o Banco Master. No entanto, isso ocorreu após Fachin solicitar ao ministro André Mendonça, relator do caso, que fizesse a retirada do sigilo, desde que, a seu critério, isso não comprometesse investigações em andamento. Fachin não ordenou, apenas pediu.
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Dessa forma, Mendonça, conhecido por sua forte ligação com o meio evangélico e indicado ao STF por Jair Bolsonaro, permanece no controle da situação. Cabe a ele decidir o que o público brasileiro poderá saber agora, mais tarde ou talvez nunca, sobre o que a Polícia Federal descobriu no maior escândalo financeiro do país.
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Até o momento, Mendonça se comporta como um aliado fiel do senador Flávio Bolsonaro, que é candidato à Presidência por decisão de seu pai, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Se eleito, Flávio promete libertar seu pai para que ele possa subir a rampa do Palácio do Planalto ao seu lado. Caso deseje, Bolsonaro poderá atuar como conselheiro no palácio.
O palácio terá espaço suficiente para os irmãos de Flávio: Eduardo, que vive em exílio nos Estados Unidos sob a proteção de Donald Trump, e Carlos, que concorre a uma vaga de senador por Santa Catarina. Durante o governo de seu pai, Carlos liderou o chamado "Gabinete do Ódio", que era responsável por criar e espalhar notícias falsas.
Michelle Bolsonaro, seja ou não Flávio eleito, tem uma vaga garantida como senadora pelo Distrito Federal, enquanto Jair Renan Bolsonaro, vereador em Balneário Camboriú, busca uma vaga como deputado federal. Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, é candidato a deputado federal por São Paulo. Diego Torres, irmão de Michelle, é seu primeiro suplente, e Eduardo Torres, irmão de criação de Michelle, concorre a deputado distrital por Brasília.
Enquanto isso, a campanha de reeleição de Lula enfrenta dificuldades, com o sinal amarelo se transformando em vermelho. Poucos conseguem se entender, e muitos aguardam um evento significativo que possa interromper o crescimento de Flávio nas pesquisas de intenção de voto. Se depender do ministro Mendonça, isso não acontecerá.







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