
Consumidor paga menos no caixa refletindo queda de 0,32% no IPCA em agosto (Foto: Instagram)
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma redução de -0,32% em agosto deste ano, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De nove grupos pesquisados, quatro tiveram queda nos preços para o consumidor brasileiro.
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A diminuição do índice foi impulsionada principalmente pelos setores de habitação e transportes. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (11/9). O bônus de R$ 767,2 milhões na conta de energia elétrica desempenhou um papel significativo.
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O IBGE divide a inflação em nove grupos distintos. Entre eles, quatro apresentaram queda, enquanto os outros cinco registraram alta. O peso de cada grupo no IPCA varia, já que o instituto considera que alguns itens têm maior impacto nos orçamentos familiares.
BÔNUS DE ITAIPU
O setor de habitação foi o destaque do mês, com uma queda de -1,87%, principalmente devido à redução de 7,63% na energia elétrica residencial. Este índice para habitação é o menor para um mês de agosto desde o Plano Real, em 1994.
A redução na conta de energia foi motivada pelo Bônus de Itaipu. O desconto é resultado do saldo positivo da Conta de Comercialização de Energia Elétrica de Itaipu, que reúne receitas e custos da hidrelétrica.
No final de junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a distribuição de cerca de R$ 767,2 milhões. A redução na conta de energia ocorreu mesmo com a aplicação da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 por 100 Kwh consumidos.
No acumulado de 12 meses, a inflação tem alta de 4,22%. No ano, de janeiro a agosto, o IPCA acumulou um aumento de 3,11%.
A meta de inflação para 2026 é de 3%, com uma margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o índice tem um piso de 1,5% e um teto de 4,5%, conforme o Conselho Monetário Nacional (CMN).
MAIS MOCINHOS
Além de habitação, os setores de transportes (-0,86%) e alimentação e bebidas (-0,34%) também contribuíram para a queda da inflação mensal.
A alimentação, com uma redução de -0,34%, foi o terceiro maior impacto em agosto, com uma contribuição de -0,07 ponto percentual (p.p.). O destaque foi o subgrupo de alimentação no domicílio, com uma queda de -0,61%.
Principais quedas:
- batata-inglesa (-19,89%);
- cenoura (-11,22%);
- cebola (-11,07%);
- tomate (-10,94%);
- ovo de galinha (-4,15%); e
- café moído (-1,86%).
Apesar do resultado negativo no subgrupo, alguns itens tiveram alta, como leite longa vida (1,78%), frutas (0,84%) e carnes (0,61%).
E OS VILÕES
O grupo de despesas pessoais subiu 1,30%, impactando o índice geral em 0,13 ponto percentual. O IBGE destacou que o aumento foi impulsionado pelo preço do cigarro, que subiu 19,59%, representando o maior impacto positivo no mês (0,11 p.p.).
VEJA A VARIAÇÃO DO IPCA POR GRUPOS:
- Alimentação e bebidas: -0,34%;
- Habitação: -1,87%;
- Artigos de residência: 0,64%;
- Vestuário: 0,12%;
- Transportes: -0,86%;
- Saúde e cuidados pessoais: 0,23%;
- Despesas pessoais: 1,30%;
- Educação: 0,47%;
- Comunicação: -0,09%.







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