
Socorristas em ação diante de chamas e fumaça após os ataques de 11 de setembro. (Foto: Instagram)
O local de residência dos socorristas do World Trade Center pode afetar sua saúde física e mental mesmo décadas após os eventos de 11 de setembro. Um estudo revela que fatores como calor, poluição do ar e acesso a áreas verdes estão ligados ao envelhecimento e ao risco de doenças.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Publicado nesta sexta-feira (11/9) na revista Nature Communications, a pesquisa analisou dados de 18.734 socorristas que atuaram após os ataques e residem em Nova York. Os resultados indicam que o ambiente em que vivem continua a impactar sua saúde muitos anos após a exposição inicial.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Os pesquisadores examinaram a exposição anual a altas temperaturas, poluição do ar e a presença de áreas verdes nos bairros onde os participantes moram. Em seguida, cruzaram esses dados com indicadores de fragilidade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
Os socorristas que vivem em áreas mais quentes e poluídas apresentaram maior risco dessas condições. Em contraste, aqueles em regiões com mais vegetação mostraram menor probabilidade de desenvolver esses problemas ao longo do tempo.
De acordo com os autores, o efeito foi mais pronunciado em pessoas expostas a substâncias tóxicas e a situações de estresse extremo durante o resgate.
Os socorristas do 11 de setembro enfrentaram uma rara combinação de fatores, com contato com materiais tóxicos e pressão psicológica intensa. Estudos anteriores já demonstraram que essa exposição está associada a problemas de saúde duradouros.
O novo estudo sugere que o ambiente atual dessas pessoas pode adicionar novos fatores de risco. Isso ajuda a explicar por que algumas condições se agravam com o tempo.
“Os resultados sugerem que as consequências do 11 de setembro não se limitam ao momento do desastre. As condições do dia a dia também influenciam o corpo e a mente ao longo do tempo”, afirma a autora principal Helena Furman Krasnov, em comunicado.
Os autores consideram que as conclusões podem ser aplicadas a outros grupos expostos a desastres, como incêndios florestais, acidentes industriais e desabamentos. Nesses casos, fatores ambientais posteriores também podem impactar a recuperação e o envelhecimento.
A equipe planeja investigar se condições como maior presença de áreas verdes e melhor acesso a recursos urbanos podem ajudar a mitigar esses efeitos ao longo dos anos.







Leave a Reply