Cachorros mortos em briga por herança em MG; vereador e deputado pedem investigação

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Indignação em Itaúna: cão é encontrado morto em propriedade rural (Foto: Instagram)

Belo Horizonte – O falecimento de um cachorro em uma propriedade rural de Itaúna, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, gerou grande indignação nas redes sociais e levou autoridades a exigirem uma investigação. Relatos indicam que o incidente ocorreu em meio a uma disputa por herança.

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A vereadora de Itaúna, Carol Faria, recebeu um vídeo de denúncia de um dos filhos do proprietário de uma fazenda. Ela compartilhou o vídeo em suas redes sociais, onde um homem de 54 anos exibe o cachorro morto, pendurado em uma porteira da propriedade onde vive com a esposa.

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Conforme informações de um jovem de 20 anos, o caso ocorreu dias atrás na área rural de Calambau, em Itaúna. A família também relata que dois outros cães, um fila e outro sem raça definida, desapareceram e acredita-se que também foram mortos.

O jovem ainda relatou à vereadora que o cão da raça fila foi encontrado perto de um rio no dia 14 de julho deste ano. Ele foi achado morto, amarrado dentro de um saco de ração, próximo a uma estrada no Distrito Industrial. A denúncia foi feita por um seguidor ao portal Itaúna Alerta, causando revolta entre os moradores.

Na ocasião, não se confirmou se era realmente um fila, se morreu no local ou se o corpo foi levado para lá após o óbito.

A família registrou um boletim de ocorrência na segunda-feira (14/9) para informar as autoridades.

Até agora, não há confirmação sobre quem causou a morte dos animais ou sobre o motivo do crime. As suspeitas levantadas pela família precisam ser investigadas com provas.

CONFLITO FAMILIAR
As informações indicam que os cães pertenciam a uma família envolvida em uma disputa por herança – divisão das terras. Um dos irmãos, o denunciante, reside em Nova Serrana, enquanto os pais ainda moram na fazenda.

Há também relatos de ameaças de morte. As circunstâncias dessas ameaças e sua possível relação com a morte ou desaparecimento dos animais devem ser investigadas.

A vereadora Carol Faria, conhecida por defender os direitos dos animais, levou o caso às redes sociais, manifestando indignação. A publicação gerou várias reações de internautas, que exigiram esclarecimentos e responsabilização se for comprovado que os animais sofreram maus-tratos.

DEPUTADO PEDE INVESTIGAÇÃO
O deputado federal Fred Costa, conhecido por sua atuação em defesa dos animais, comentou na publicação e informou que enviou ofícios ao delegado da Polícia Civil (PC) em Itaúna e ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitando a investigação do caso.

“Já enviamos ofício ao delegado pedindo a investigação e que seja dada a devida atenção, naturalmente, tudo dentro da lei e garantindo a prerrogativa da Polícia Civil de investigar”, afirmou.

Segundo o parlamentar, também foi feito um pedido ao Ministério Público. “Também enviamos ao Ministério Público, lembrando que o Ministério Público do Estado de Minas Gerais é muito atuante e combativo na luta contra maus-tratos”, disse.

Fred Costa mencionou a participação do Ministério Público na criação da chamada “Lei Sanção Cadeia”, de sua autoria, relacionada à punição de maus-tratos contra animais.

LEI FEDERAL
Maus-tratos e abandono de animais são crimes previstos pela Lei Federal nº 9.605/1998, alterada pela Lei nº 14.064/2020, conhecida como Lei Sansão.

Para cães e gatos, a legislação prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda de animais. Denúncias podem ser feitas pelos telefones 190 ou 181.

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