
Cacique Raoni Metuktire em cerimônia com cocar de penas e bocal labial tradicional (Foto: Instagram)
O Cacique Raoni Metuktire, aos 94 anos, foi diagnosticado com câncer no aparelho digestório. Conforme informações do Instituto Raoni, ele está recebendo cuidados paliativos com acompanhamento médico e assistência domiciliar junto à sua família em Peixoto de Azevedo (MT).
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Durante o ano de 2026, o líder indígena passou por várias internações médicas. Na mais recente, ele ficou internado no Hospital São Paulo (HSP/Unifesp) por quase um mês, recebendo alta em 15 de julho, após realizar uma gastroenteroanastomose para melhorar sua alimentação e conforto.
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"Exames subsequentes confirmaram o diagnóstico de adenocarcinoma pouco diferenciado. Considerando sua idade avançada, as condições clínicas e os riscos elevados de tratamentos agressivos, as equipes médicas recomendaram cuidados paliativos", afirmou a nota.
Após a alta hospitalar, o cacique voltou para Peixoto de Azevedo, onde é assistido por uma estrutura de atendimento domiciliar organizada pela família, Instituto Raoni, serviços públicos de saúde, profissionais parceiros e equipes especializadas.
A família também destaca que os cuidados incluem a dimensão espiritual. "Raoni é pajé e continua recebendo a presença e os cuidados de pajés de sua confiança, respeitando a cultura Mẽbêngôkre, sua língua, escolhas e referências espirituais", explica o texto do Instituto Raoni.
Raoni é uma das principais lideranças globais na defesa dos povos indígenas. Ele foi nomeado Membro Honorário da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) em 2021 e chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2020.
Aos 94 anos, o Cacique Raoni Metuktire enfrenta um câncer do aparelho digestório e segue recebendo cuidados paliativos, com acompanhamento médico e assistência domiciliar junto à família, em Peixoto de Azevedo. Ao longo de 2026, Raoni passou por um período delicado de saúde, com internações, exames, agravamentos clínicos, transferência de emergência para São Paulo e cirurgia. Em junho, após uma grave obstrução intestinal provocada pelo tumor, foi transferido ao Hospital São Paulo/Unifesp, onde passou por uma gastroenteroanastomose para restabelecer a passagem dos alimentos e garantir melhores condições de alimentação e conforto.
Exames posteriores confirmaram o diagnóstico de adenocarcinoma pouco diferenciado. Considerando sua idade, suas condições clínicas e os elevados riscos de tratamentos agressivos, as equipes médicas indicaram cuidados paliativos. Cuidados paliativos não significam ausência de tratamento. O objetivo é controlar a dor e outros sintomas, prevenir complicações, garantir alimentação, hidratação, acompanhamento médico, enfermagem, fisioterapia e a melhor qualidade de vida possível.
Após retornar a Peixoto de Azevedo, Raoni passou a contar com uma estrutura de assistência domiciliar, articulada pela família, pelo Instituto Raoni, serviços públicos de saúde, profissionais parceiros e equipes especializadas. O cuidado também envolve a dimensão espiritual. Raoni é pajé e segue recebendo a presença e os cuidados de pajés de sua confiança, em uma atenção intercultural que respeita a cultura Mẽbêngôkre, sua língua, suas escolhas e suas referências espirituais.
Depois de quase sete décadas dedicadas à defesa dos povos indígenas, dos territórios e da floresta, Raoni vive hoje um momento em que sua própria saúde mobiliza uma ampla rede de cuidado. Neste momento, nossa prioridade é garantir que o Cacique Raoni esteja bem cuidado, confortável e próximo de sua família e de seu povo. Também pedimos respeito à sua privacidade, ao seu descanso e às decisões de seus familiares. O Instituto Raoni continuará divulgando informações oficiais sempre que houver atualizações relevantes e autorização da família.







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