
Ex-delegado da PF Maurício Moscardi Grillo vira alvo de inquérito sobre ‘Farra do INSS’ (Foto: Instagram)
Um relatório de inteligência sem assinatura critica uma suposta proteção ao ex-delegado da Polícia Federal Maurício Moscardi Grillo no caso Farra do INSS. Moscardi, que liderou as investigações da Lava Jato no Paraná e afirmou que a PF "perdeu o timing" para prender o ex-presidente Lula, agora está sob investigação.
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Ele deixou a Polícia Federal em 2024 para atuar como advogado no setor privado. Atualmente, ele defende o ex-procurador-chefe do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, que foi solto na semana passada por decisão de André Mendonça.
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Moscardi nega as acusações e criticou a divulgação irregular do relatório de inteligência. Ele também afirmou que a Polícia Federal tentou bloquear R$ 400 mil de seus bens, mas o pedido foi negado pelo ministro André Mendonça.
Após a compra de uma laje comercial em Curitiba, anteriormente pertencente a Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, Moscardi tornou-se alvo de investigação. O imóvel foi adquirido da incorporadora BF 01, e Moscardi assegurou que não estava mais no nome de Antunes.
O ex-delegado explicou que adquiriu o imóvel com um desconto de R$ 400 mil, o que levou a PF a solicitar o bloqueio de seus bens. A compra ocorreu entre agosto e setembro de 2024, e Moscardi afirmou ter agido com transparência na transação.
O relatório da PF menciona Moscardi em relação a inconsistências nas medidas aplicadas contra a lobista Roberta Luchsinger. Ele é acusado de participar conscientemente na lavagem de capitais, mas não enfrenta as mesmas consequências de outros investigados.
O documento sugere uniformizar os critérios sobre simulação contratual e origem dos pagamentos, recomendando medidas contra Moscardi, Leonardo Soares Araújo e Cleber Ribas, ou justificar a exceção.
Moscardi, que coordenou a operação da Lava Jato no Paraná, foi punido administrativamente por instalar uma escuta ilegal na cela do doleiro Alberto Youssef.







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