
Gabriel Azevedo defende Propag em entrevista exclusiva (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – O candidato ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo (MDB), diverge de muitos de seus concorrentes sobre o Programa de Pleno Pagamento de Dívida dos Estados (Propag), que possibilita a renegociação da dívida de R$ 180 bilhões do estado com a União.
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Até mesmo o adversário Patrus Ananias (PT), que é o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio Tiradentes, defende uma renegociação do acordo atual com a União, visando investir em educação, saúde e segurança alimentar em troca dos pagamentos.
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“O Propag é excelente. Só discorda do Propag quem não leu, quem não teve a curiosidade de entender todos os processos e documentos envolvidos. Minas Gerais reconheceu, em 2025, uma dívida de R$ 179 bilhões. Estamos falando de várias modalidades disponíveis para Minas Gerais escolher, e o estado opta por uma que parcela essa dívida sem juros”, declarou Gabriel Azevedo.
O Propag foi aprovado pelo Congresso com o intuito de renegociar as dívidas de Minas e outros estados.
O Metrópoles está realizando uma série de entrevistas exclusivas com os candidatos ao governo de Minas Gerais. Confira as entrevistas com Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Henrique Áreas (PCO).
Gabriel compara a situação ao pagamento de um cartão de crédito, onde, por meio de um acordo, não haverá juros sobre o valor total, apenas correção pela inflação.
Para isso, o Estado disponibilizou uma série de ativos para o governo federal escolher, que devem corresponder a 20% do valor total da dívida, hoje em torno de R$ 35 bilhões. Além de investir um por cento em infraestrutura e educação em Minas e outro por cento em um fundo nacional, para não prejudicar os estados que estão com as contas em dia.
“Quem critica o governo federal não entende essa boa condição que é justamente você ter no primeiro ano, 2027, pagamento de 20% da parcela, depois 40%, depois 60%, depois 80% e só no próximo mandato de governador você paga a parcela cheia. É a melhor condição que já existiu na história da renegociação da dívida de Minas Gerais. Isso foi costurado pelo presidente da Assembleia e pelo presidente do Congresso Nacional”, afirmou Gabriel.
O projeto foi desenvolvido pelo então presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em parceria com o governo federal, governos estaduais e com auxílio do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Martins Leite (MDB).
Para buscar reduzir ainda mais os custos, Gabriel ainda propõe que sejam revistos os benefícios fiscais a empresas, algo que, na estimativa deste ano, deve representar uma renúncia por volta dos R$ 27 bilhões.
O QUE MAIS GABRIEL DISSE AO METRÓPOLES
- Não revelou voto presidencial: “Sou muito mais do que um banquinho para um candidato a presidente subir. Aqui tem um candidato de verdade, com proposta de verdade.”
- Copasa: “O papel do próximo governador agora não é voltar atrás[na privatização]. Você cria um ambiente de insegurança jurídica com o governo estadual.”
- Concessão de rodovias: “O primeiro é não entregar o patrimônio, é conceder o serviço de manutenção.”
- Ferrovias: “Ferrovia não se faz com clique. Ela leva um tempão.”
- Filas de cirurgias: “Se a gente segue exemplos de onde já funcionou, você corta essas filas todas pela metade, pelo menos.”
- Segurança pública: “Se o crime está organizado, o Estado tem que estar também.”
- Servidores estaduais: “Você não pode tratar o servidor como inimigo.”
- Combate ao feminicídio: “Nenhuma mulher pode morrer por ser mulher.”
- Terras raras: “Deixar [os minerais] embaixo da terra não vai melhorar a vida de ninguém. Tem que explorar com inteligência e com agregação de valor.”







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