PF encontra malas com R$ 1,2 milhão em operação contra corrupção em Belém

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Malas com R$ 1,2 milhão em espécie apreendidas pela Polícia Federal durante Operação Sonar em Belém (PA). (Foto: Instagram)

Durante a Operação Sonar, a Polícia Federal (PF) encontrou duas malas contendo R$ 1,2 milhão em espécie. A ação, realizada em Belém (PA) em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), ocorreu nesta terça-feira (15/9) e visou combater desvio de recursos públicos, exigência de propina de fornecedores, direcionamento de contratos e lavagem de dinheiro em uma empresa pública federal localizada em Belém.

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Um dos investigados foi preso em flagrante por lavagem de dinheiro, especificamente por ocultação de valores, já que não conseguiu comprovar a origem lícita do montante encontrado em sua posse.

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A operação cumpre 12 mandados de busca e apreensão emitidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará, em locais residenciais, empresariais e institucionais. Foi ordenado o afastamento de 12 servidores de suas funções públicas, proibindo o acesso às instalações e sistemas da empresa e o contato entre investigados e fornecedores.

As medidas incluem ainda o bloqueio de bens no valor de R$ 17 milhões, visando a recuperação de ativos e a garantia de reparação do dano ao erário; o levantamento dos sigilos bancário e fiscal de 35 investigados; e a suspensão de contratos e cessões de uso de empresas sob suspeita.

Além do R$ 1,2 milhão, foram apreendidos joias, veículos, documentos, dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento, que passarão por perícia. Os valores e bens apreendidos estão à disposição da Justiça Federal.

As investigações apontam indícios de retenção de faturas de serviços comprovadamente prestados, com exigência de propina em espécie para liberar os valores devidos.

Também são investigados o direcionamento de contratos através de situações emergenciais criadas artificialmente para beneficiar empresas previamente ajustadas, além da ocultação e dissimulação dos produtos dos crimes por meio de sociedades sem estrutura operacional e pessoas interpostas.

Os crimes investigados incluem organização criminosa, peculato, concussão, corrupção passiva, infrações em licitações e contratos administrativos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

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