
Soldado da PM é indiciada por homicídio doloso em abordagem na zona leste de SP (Foto: Instagram)
A Corregedoria da Polícia Militar determinou que a soldado Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, agiu com intenção de matar Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, durante uma abordagem em abril, na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo.
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O relatório aponta indícios de transgressão disciplinar, crime militar, crime comum e possível homicídio doloso qualificado. Não foram encontradas evidências de que Yasmin agiu em legítima defesa. A defesa da soldado ainda não se manifestou sobre o caso.
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O documento foi enviado ao Tribunal de Justiça Militar, mas ainda não houve pedido de prisão preventiva. A Justiça Militar do Estado de São Paulo declarou que não recebeu o indiciamento.
Os advogados da família de Thawanna destacaram que a investigação não encontrou evidências de agressão que justificassem o uso de força letal. Além do inquérito policial, há uma investigação civil em andamento pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Durante a abordagem, Yasmin Cursino Ferreira saiu da viatura e se envolveu em uma briga. Thawanna agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida. Yasmin e outro policial permanecem afastados e ela está proibida de portar arma, conforme decisão judicial. A soldado está grávida do primeiro filho.
INÍCIO DA BRIGA
Imagens de segurança mostram o diálogo entre Thawanna e os policiais antes de ela ser baleada. No vídeo, o casal aparece de mãos dadas na Rua Edimundo Audran, quando uma viatura passa e atinge o braço de Luciano. Uma discussão se inicia e, após gritos, um tiro é disparado.
RELEMBRE O CASO
Imagens da câmera corporal do soldado Weden Silva Soares mostram que Thawanna e Luciano caminhavam pela rua quando o retrovisor da viatura os atingiu. Yasmin, que não usava bodycam, saiu do carro e discutiu com a vítima, culminando no disparo. Thawanna foi levada ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos. O laudo do IML indicou hemorragia interna aguda como causa da morte. Yasmin foi afastada e é alvo de investigações pela Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo.







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