
Sede do Banco de Brasília (BRB) em Brasília (Foto: Instagram)
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou quatro processos contra o Banco de Brasília (BRB) devido ao atraso na apresentação do balanço de 2025. A confirmação veio do próprio órgão nesta sexta-feira, 18 de setembro.
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As demonstrações financeiras consolidadas de 2025 deveriam ter sido divulgadas até março de 2026. No entanto, os dados não foram apresentados devido à crise enfrentada pelo BRB desde que foram reveladas operações fraudulentas envolvendo o Banco Master.
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Em entrevista ao Metrópoles, em julho deste ano, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), declarou que o balanço seria publicado após a assinatura de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
O governo do Distrito Federal busca viabilizar o empréstimo com o FGC para mitigar os danos causados pela relação com o Master. Em maio, o Executivo local firmou um acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF) e a União sobre o empréstimo.
Segundo o acordo, em troca do empréstimo, os bancos ofereceriam garantias ao negócio, e o governo do DF disponibilizaria como contragarantias as cotas a que tem direito nos fundos de participação dos estados e municípios. Contudo, a aprovação dos bancos não foi obtida, e o progresso do acordo foi interrompido.
O BRB ainda não se pronunciou sobre os processos abertos pela CVM. O espaço permanece disponível para comentários.
O BRB ocupa o 7º lugar entre as empresas abertas com maior número de multas aplicadas pela CVM devido ao atraso na entrega de documentos exigidos.
Em 2022, o BRB foi multado por enviar fora do prazo as informações trimestrais do primeiro, segundo e terceiro trimestres, além das demonstrações financeiras e dos documentos da Assembleia Geral Ordinária (AGO).
Em 2023, a CVM aplicou multas por atrasos na entrega das informações trimestrais do primeiro e segundo trimestres, das demonstrações financeiras, das demonstrações financeiras padronizadas, dos documentos da AGO e do mapa de escrituração da assembleia.
Em 2024, as multas foram por atrasos na entrega das informações trimestrais dos três primeiros trimestres, das demonstrações financeiras, das demonstrações padronizadas e do formulário de referência, que inclui dados sobre a empresa, sua administração, estrutura societária, riscos e atividades.
Já em 2025, foram aplicadas multas por atrasos na entrega das informações trimestrais do primeiro, segundo e terceiro trimestres.
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