
Milton Leite em entrevista televisiva (Foto: Instagram)
Na manhã deste sábado (19/9), uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi enviada à Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, para prestar socorro ao ex-vereador Milton Leite. Ele, que está detido no contexto da Operação Vectura Corrupta, sentiu-se mal pouco antes de participar de uma audiência de custódia.
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Ainda não há informações sobre a causa do mal-estar. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) não divulgou detalhes sobre a razão pela qual Milton Leite foi levado a um hospital na cidade.
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O presidente estadual do União Brasil encontra-se detido na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, localizada no 1° Distrito Policial, próximo a diversos hospitais, incluindo o Luzia de Pinho Melo, um dos principais da região.
Milton Leite deveria passar por uma audiência de custódia neste sábado, onde a Justiça avaliaria as circunstâncias de sua prisão e a necessidade de mantê-la. Os outros nove detidos na Operação Vectura Corrupta já passaram por audiências semelhantes, e suas prisões temporárias foram mantidas com base nas evidências reunidas durante a investigação.
Milton Leite se entregou na sexta-feira (18/9) na Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes. Ele era considerado foragido após não se apresentar dentro do prazo de 24 horas estabelecido.
Em declarações à imprensa, o ex-vereador, que cumpriu sete mandatos na Câmara de São Paulo, afirmou ser inocente e confiar na justiça. Ele é suspeito de envolvimento em um esquema que liga empresas de transporte público ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Durante as buscas realizadas na sexta-feira pela manhã, antes de sua entrega, a Polícia Civil encontrou R$ 280 mil e US$ 89 mil — um valor total de aproximadamente R$ 737 mil — na residência de um assessor vinculado a Milton Leite.
A Operação Vectura Corrupta resultou na prisão temporária de 16 investigados, suspeitos de participarem de um esquema em que o PCC teria se infiltrado no sistema de transporte público de São Paulo. As investigações apontam que 12 das 22 empresas de transporte coletivo seriam controladas, em teoria, pelo PCC, através de uma rede organizada de empresas de fachada e apoio político.
Milton Leite iniciou sua carreira na Câmara Municipal de São Paulo em 1997 e foi reeleito consecutivamente até 2020. Ele foi presidente da Câmara entre 2017 e 2018 e novamente de 2021 a 2024. Em 2024, anunciou que não concorreria a um novo mandato, afirmando já ter contribuído o suficiente para a sociedade.
Atualmente, ele preside o União Brasil em São Paulo. Milton Leite nega qualquer ligação com o PCC e justifica seus encontros com membros do setor de transporte como parte de suas funções na área.







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