
Promotor cai após suposto empurrão de advogado durante sessão do Júri em SP (Foto: Instagram)
Um vídeo obtido pelo Metrópoles mostra o momento em que o promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku cai no chão durante uma discussão com um advogado em uma sessão do Tribunal do Júri, em São Paulo. O incidente ocorreu na 4ª Vara do Júri da Capital, interrompendo o julgamento.
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Nas imagens, o promotor aparece de pé durante a sessão enquanto um dos advogados se aproxima. Eles ficam frente a frente e, em seguida, Yabiku cai de costas no chão. Pessoas presentes na sessão se levantam rapidamente.
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) alega que o promotor foi empurrado pelo advogado. De acordo com a ata da sessão, o advogado "colocou-se agressivamente à frente do promotor de Justiça e o empurrou com o corpo, derrubando-o ao chão".
O vídeo foi registrado pelo advogado Mauro Ribas Junior, presente no julgamento. Ele relatou ao Metrópoles que começou a gravar ao notar que a discussão entre o promotor e a defesa estava esquentando.
Segundo Ribas, a confusão ocorreu durante a fala da acusação. Ele nega que tenha havido uma agressão deliberada contra o promotor e afirma que o incidente ocorreu em meio ao embate entre as partes.
Um segundo vídeo enviado por Mauro ao Metrópoles mostra que a discussão continuou após o tumulto no plenário.
Nas imagens, já em outra área do fórum, Ribas e Yabiku discutem. O advogado questiona a postura do promotor durante o evento, enquanto ele rebate as acusações.
Mauro afirmou à reportagem que também se envolveu na discussão após a queda e relatou ter sido advertido durante o tumulto. Segundo ele, a gravação foi uma forma de documentar o que estava acontecendo.
A versão apresentada pelo advogado difere da manifestação do MPSP sobre o caso. O Ministério Público informou que, após a queda, outro advogado presente começou a gritar e a dirigir "impropérios" ao promotor, mesmo após uma advertência do juiz da sessão.
A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo emitiu uma nota de solidariedade a Thomas e repudiou o episódio. Segundo o MPSP, o promotor não revidou após a queda e expressou disposição para continuar o julgamento "em respeito aos jurados, às testemunhas, ao Poder Judiciário e ao próprio acusado".
A sessão, no entanto, foi interrompida após os advogados de defesa deixarem o plenário. Com isso, o Conselho de Sentença foi dissolvido e o julgamento foi adiado. O réu permanece preso.
“A Procuradoria-Geral de Justiça repudia qualquer ato de violência, intimidação ou constrangimento praticado contra membros do Ministério Público no exercício de suas funções”, declarou o órgão.
Na nota, a Procuradoria enfatizou que a intensidade dos embates típicos do Tribunal do Júri não justifica agressões ou ofensas pessoais e defendeu a apuração das responsabilidades, respeitando o devido processo legal.







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