Crise no STF atrasa decisão de André Mendonça sobre delação de João Carlos Mansur

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João Carlos Mansur, ex-proprietário da Reag Investimentos, aguarda decisão de André Mendonça sobre sua delação premiada no STF (Foto: Instagram)

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) tem impactado na demora do ministro André Mendonça em decidir sobre a homologação da delação premiada de João Carlos Mansur, ex-proprietário da gestora Reag, no contexto do Caso Master. A proposta de colaboração foi firmada entre o empresário e a Procuradoria-Geral da República (PGR) e encaminhada ao gabinete de Mendonça no final de agosto, mas até agora não houve uma decisão.

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Mansur foi ouvido em 3 de setembro por um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça durante a audiência de voluntariedade, que visa assegurar que a colaboração foi feita de forma espontânea. A lentidão no caso de Mansur contrasta com a celeridade com que Mendonça tratou a delação de Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, cuja homologação ocorreu em 9 de setembro, apenas um dia após a audiência de espontaneidade.

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Interlocutores de Mendonça justificam que as duas delações têm complexidades distintas. A de Mineiro seria mais simples, enquanto a de Mansur envolve mais documentos, exigindo uma análise mais detalhada. Auxiliares do ministro indicam que, nas últimas duas semanas, Mendonça tem se concentrado na crise interna do STF, que envolve um conflito velado entre ele e o grupo do ministro Alexandre de Moraes.

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