
Lula participa do anúncio do grupo Parceiros para o Multilateralismo (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, neste domingo (20/9), um artigo junto com António Costa, presidente do Conselho Europeu, William Ruto, presidente do Quênia, e Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá. No texto, publicado no Financial Times, os líderes anunciam a formação do grupo Parceiros para o Multilateralismo (P4M).
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A iniciativa P4M busca criar uma estrutura aberta e flexível para reformar instituições multilaterais e transformar princípios compartilhados em ações concretas. Os líderes enfatizaram que a reforma do Conselho de Segurança da ONU é uma prioridade.
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Os quatro líderes destacam que o objetivo é revitalizar o multilateralismo em um momento em que a comunidade global está mais interdependente, mas também mais fragmentada e polarizada. O artigo foi publicado poucos dias antes da 81ª Assembleia Geral da ONU, que ocorre esta semana em Nova York.
No fórum, líderes de 193 países membros da ONU discutirão temas cruciais para a comunidade internacional. Neste ano, os conflitos em andamento devem ser destaque nos discursos das lideranças mundiais.
No texto, Lula, Costa, Ruto e Carney ressaltam o contexto atual: “Em 2025, houve 65 conflitos armados entre Estados em 35 países, o maior número desde 1946, enquanto as despesas militares globais atingiram 2,9 bilhões de dólares”, afirmaram.
Os líderes criticam o aumento dos gastos militares, que em 2025 ultrapassaram 2,9 bilhões de dólares. Lula, em discursos recentes, tem sido um crítico frequente desses gastos, defendendo uma redução.
No artigo, eles afirmam que a reforma do Conselho de Segurança da ONU será uma prioridade da P4M. A iniciativa busca renovar e fortalecer o sistema multilateral, sem substituí-lo.
“A P4M apoiará a reforma da ONU e de outras instituições multilaterais para torná-las mais representativas, legítimas, eficazes e confiáveis. Seu objetivo é fortalecer a cooperação entre organizações regionais e desenvolver abordagens comuns para desafios emergentes, como inteligência artificial e mudanças climáticas”, concluíram.
A iniciativa não é inédita e o Brasil, representado por Lula, já participou de outros esforços para promover reformas globais significativas dentro da ONU.







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