
Escadaria deteriorada e pichada na cabeceira da Ponte das Bandeiras, em São Paulo (Foto: Instagram)
A Ponte das Bandeiras, em São Paulo, apresenta rachaduras, pichações, sujeira e sinais de desmoronamento na escadaria de uma das cabeceiras, mesmo após uma reforma finalizada em março de 2024. A obra, que teve um custo de R$ 68,1 milhões, foi realizada pela Prefeitura de São Paulo com foco na estabilidade da estrutura, recuperação do pavimento e rebaixamento das pistas da Marginal.
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Atualmente, a ponte está em estado de abandono, com pessoas em situação de rua utilizando seu interior como abrigo, cercadas por fios soltos, móveis e entulho, o que representa um risco de incêndio e perigo de vida. A estrutura é uma das principais ligações entre Santana e o centro da cidade, integrando o Corredor Norte-Sul, por onde passam milhares de veículos diariamente.
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A situação atual da Ponte das Bandeiras não condiz com sua importância histórica e funcional. A cabeceira do lado direito do rio mostra sinais de desmoronamento, e a escadaria de acesso à pista expressa da Marginal está inclinada. No passado, o interior da ponte era habitado por várias pessoas que pagavam aluguel a usurpadores por espaços improvisados.
No lado oposto do rio, a situação precária persiste. Buracos nas paredes expõem as condições de moradia de pessoas em situação de rua. A base da torre é ocupada, com fios expostos, e pichações ameaçam usuários de drogas que frequentam o local.
A Ponte das Bandeiras tem um valor histórico significativo, inaugurada em 25 de janeiro de 1942 durante as comemorações do aniversário de São Paulo, sob a gestão do prefeito Prestes Maia. As torres de 25 metros serviram como observatório para as competições de remo no rio Tietê, antes de se tornarem pontos de monitoramento de tráfego pela CET.
O QUE DIZ A PREFEITURA DE SÃO PAULO
A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) afirma que a obra de 2024 visou a recuperação estrutural da ponte para garantir sua estabilidade e durabilidade, além de melhorias no pavimento e rebaixamento das pistas para evitar colisões. Uma vistoria está programada para o local.
A Secretaria Municipal das Subprefeituras realiza limpeza na área ao redor da ponte e na escadaria de acesso à Marginal Tietê.
De acordo com a prefeitura, o Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas) monitora a área semanalmente. Na última quinta-feira (17/9), uma equipe abordou sete pessoas, das quais duas aceitaram encaminhamento para Centros de Acolhida para Adultos.
O Consultório na Rua também visita semanalmente a região para oferecer assistência à saúde e apoio a pessoas em uso abusivo de substâncias. A Guarda Civil Metropolitana realiza patrulhamento ostensivo 24 horas por dia na cidade, com reforço nas ações de zeladoria e segurança na área da ponte.







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