Tenente Elias Cristovam orienta sobre como se proteger de ataques de abelhas em Minas Gerais

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Tenente Elias Cristovam, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, orienta sobre como agir em ataques de abelhas (Foto: Instagram)

Belo Horizonte – Um ataque de abelhas, como o relatado recentemente pelo Metrópoles Minas, envolveu uma menina de 12 anos que sofreu mais de cem picadas, ficando paralisada e incapaz de se mover. O Tenente Elias Cristovam, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), compartilha orientações sobre como escapar de um ataque.

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“O primeiro passo é cobrir as vias aéreas para impedir que os insetos entrem no nariz e na boca, causando ferroadas, inchaço e até parada respiratória. Depois, é crucial sair do local imediatamente”, explica o militar.

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Além disso, ele aconselha que a pessoa não deve se refugiar em locais pequenos e fechados. O ideal, segundo ele, é procurar um local amplo com poucos insetos para se proteger e escapar dos ataques.

“Evite ir para locais pequenos e fechados, como o interior de veículos, já que os insetos podem seguir a vítima e continuar os ataques. O ideal é ir para um ponto com o mínimo de insetos ou entrar em uma residência, que é um espaço amplo e seguro”, orienta o tenente Elias.

No caso ocorrido em Minas, a menina foi socorrida pelo motoboy Vinícius Martins de Paulo, que levou cerca de 40 picadas enquanto salvava a estudante. Ele utilizou um desodorante para tentar afastar os insetos da menina.

Sobre o uso de água ou desodorante, o bombeiro alerta que isso pode surtir efeito, mas também pode agitar as abelhas. “O mais indicado é sair rapidamente do local e evitar o contato”.

Apesar de algumas abelhas poderem morrer com a água, outras que estejam próximas podem ficar mais agitadas e provocar novas picadas. “Jogar água sobre a pessoa ou sobre as abelhas não é uma estratégia segura para controlar um ataque”, afirma o sargento Allan Azevedo, do CBMMG.

Também no ataque em Ibirité, uma colmeia caiu de uma árvore perto da entrada de uma escola, na Rua Flor de Luz, no bairro Ouro Negro, por volta das 13h, na segunda-feira (14/9). Com a queda, as abelhas se espalharam e picaram crianças, adolescentes e pedestres nas proximidades. O tenente explica o que fazer em caso de enxame itinerante.

“Se perceber um enxame itinerante, que é aquele que pousa em uma árvore sem uma colmeia pronta ou em uma parede de uma edificação, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar pelo número 193, e uma equipe será enviada para avaliar o local”, afirma Elias Cristovam.

Em casos de ataque, as principais orientações são:

  • Afastar-se rapidamente do enxame ou da colmeia;
  • Proteger principalmente rosto, cabeça e pescoço;
  • Procurar imediatamente um local fechado e seguro;
  • Não bater ou tentar espantar as abelhas;
  • Não jogar água, fumaça, objetos ou produtos químicos nos insetos;
  • Evitar que outras pessoas, crianças e animais se aproximem da área;
  • Acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 em situações de emergência;

Em caso de necessidade de atendimento médico, acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo 192.

De acordo com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Minas Gerais, no Hospital João XXIII, fez os seguintes atendimentos relacionados a ataques de abelhas:

  • 2022 – 137 casos;
  • 2023 – 189 casos;
  • 2024 – 172 casos;
  • 2025 – 131 casos;
  • 2026 – 74 casos – de janeiro a maio.

A estudante atacada por abelhas em Ibirité está internada, sob acompanhamento médico, no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital e Centro Materno Infantil de Contagem.

Até o fechamento desta reportagem, ela permanecia estável, mas sem previsão de alta.

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