Propostas de Saúde dos Candidatos ao Governo de São Paulo em 2026

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Saúde em pauta na corrida ao governo de SP (Foto: Instagram)

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha em julho deste ano apontou que a saúde, junto com a segurança, é um dos principais problemas enfrentados pelo estado de São Paulo. Ambas as áreas, que são de responsabilidade do governo estadual, foram mencionadas por 27% dos entrevistados. Esses dados destacam a saúde como um tema central na eleição para governador.

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Com a aproximação do primeiro turno, os eleitores ainda têm a oportunidade de se informar sobre as principais propostas dos candidatos ao governo de São Paulo para a saúde. O Metrópoles analisou os planos de governo enviados ao Tribunal Superior Eleitoral (TRE) e destacou as principais propostas para saúde, educação, segurança pública, meio ambiente e mobilidade, além das opiniões sobre as privatizações dos serviços públicos estaduais, que também se tornaram um ponto importante na corrida eleitoral.

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Nesta reportagem, apresentamos, em ordem alfabética, as propostas de Carlos Machado (PCB), Fernando Haddad (PT), Izadora Dias (PCO), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) para a saúde em São Paulo. A candidata Policial Edjane (Agir) não enviou seu plano de governo ao TSE e, por isso, não será mencionada no texto desta segunda-feira (21/9).

Carlos Machado (PCB) propõe aumentar o número de leitos hospitalares disponíveis por mil habitantes de 1,4 para 3 leitos e reduzir a desigualdade territorial para melhorar o atendimento em municípios do interior e regiões periféricas. Ele planeja abrir concursos públicos para profissionais de saúde, expandir a Rede de Atenção Psicossocial e reativar a Fundação para o Remédio Popular (Furp), extinta em 2025 e incorporada ao Instituto Butantan.

O plano de Machado também inclui a reintegração à gestão direta do Estado dos hospitais e unidades de saúde atualmente administrados por Organizações Sociais de Saúde (OSS), após auditoria nos contratos. Ele deseja criar conselhos populares para fiscalizar verbas públicas e monitorar filas.

Fernando Haddad (PT) defende que o tempo de espera para consultas, exames e cirurgias pelo SUS seja consultável pelo CPF, priorizando critérios clínicos e comunicação direta com o paciente via aplicativo Meu SUS Digital. O app também proporcionaria teleconsultas para evitar deslocamentos desnecessários. Haddad quer integrar postos, ambulatórios, hospitais e laboratórios para unificar registros clínicos e fortalecer o programa Farmácia Popular.

Izadora Dias (PCO) quer mais recursos para a saúde pública, afirmando que "não pode haver limite nos gastos para salvar vidas". Propõe um "plano de emergência" para construir hospitais e postos de saúde, além de reativar o programa Mais Médicos e validar diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros. Ela sugere criar "centenas" de cursos de medicina e enfermagem sem vestibular e um piso salarial de R$ 8 mil para profissionais de saúde.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) promete implementar o programa SP Inova Saúde, com aumento de 40% nos teleatendimentos e criação do "Histórico Clínico Digital Unificado". Planeja reduzir filas no SUS e alcançar cobertura vacinal mínima de 95% em 80% dos municípios. Ele quer criar programas de saúde mental e promoção de atividade física, além de fortalecer a rede de atendimento a vítimas de violência sexual.

Vera Lúcia (PSTU) propõe reestatizar hospitais, abrir concursos públicos e ampliar hospitais, ambulatórios e leitos em regiões com maior déficit. Ela quer fortalecer a Furp e o Instituto Butantan para aumentar a produção de medicamentos e vacinas. Vera Lúcia defende a descriminalização do consumo de drogas e o tratamento da adicção como questão de saúde pública.

Vivian Mendes (UP) propõe substituir a gestão privada dos serviços de saúde pela administração pública direta, com a Secretaria de Saúde reassumindo a gestão de hospitais e ambulatórios. Ela quer fortalecer o SUS com foco na atenção primária e reduzir filas através de concursos, abertura de novos serviços e modernização da infraestrutura hospitalar. Também apoia a produção de medicamentos e vacinas em institutos públicos e universidades.

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