
Fachada do Banco Master em São Paulo, alvo de investigação da PF por fraude em carteiras de crédito (Foto: Instagram)
Documentos da Polícia Federal (PF) revelados nesta terça-feira (22/9) indicam que o Banco Master teria criado "lastros artificiais" — ou garantias financeiras — após ser pressionado pelo Banco de Brasília (BRB) para comprovar créditos negociados. Essas informações agora fazem parte de uma investigação que apura fraudes estimadas em R$ 12 bilhões nas carteiras de crédito do banco.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
A investigação aponta que o Banco Master não possuía ativos suficientes para suas operações e começou a utilizar bases de dados de associações, como Asteba e Asseba, obtidas por meio de intermediários.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
A situação se intensificou após o BRB expressar, em março de 2025, o interesse em adquirir parte do Banco Master. Auditorias presenciais foram realizadas por equipes de ambos os bancos e da Deloitte. Posteriormente, o banco foi cobrado pela ausência de documentos que comprovassem a origem e regularidade das operações.
Em 2 de maio de 2025, Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, comunicou ao banqueiro Daniel Vorcaro sobre problemas nas carteiras, como a falta de contratos com associações e de amostras dos créditos.
Costa também afirmou que não aceitaria novas operações sem a comprovação dos financiamentos e a assinatura dos contratos de auditoria.
REGISTROS
Conforme a PF, o Banco Master começou a produzir documentos para dar aparência de regularidade às carteiras.
O banco formalizou contratos com a Tirreno Consultoria Promotora de Crédito e Participações S.A. em maio de 2025, inclusive com documentos que tinham datas retroativas.
A investigação revela que funcionários do próprio Banco Master produziram milhares de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), procurações e outros documentos. Estes foram gerados em grande quantidade e, devido a dificuldades para assinaturas digitais, também foram assinados manualmente pelos funcionários em junho de 2025.
Contudo, alguns documentos apresentavam datas anteriores, como janeiro daquele ano.
Além disso, antes da produção dos documentos, bases de dados enviadas por Raimundo Borges Leal, sócio da Terra Firme, já apresentavam problemas.
Conforme a investigação, havia CPFs duplicados, contratos em sequência e valores arredondados, como R$ 10 mil e R$ 9 mil.
Em março de 2025, ao analisar uma base de R$ 6 bilhões, o gerente Allan Machado, procurador do banco, descreveu os números como "surreais".
A PF também encontrou uma apresentação interna do Banco Master sobre os processos. O documento registra que o setor de Allan Machado fazia extração de dados e geração de CCBs em grande quantidade e aponta que essas atividades poderiam causar "danos reputacionais e financeiros" ao banco.







Leave a Reply