Mãe do Namorado de Isabelle Caracristi é Exonerada de Cargo no Ceará

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Isabelle Caracristi, estudante de direito encontrada morta em condomínio de luxo em Fortaleza (Foto: Instagram)

A mãe de João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado da estudante de direito Isabelle Caracristi, encontrada sem vida em um condomínio de luxo em Fortaleza, foi destituída do cargo comissionado que ocupava na Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP). A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na terça-feira (22/9).

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Sara Regina Alexandre Munhoz estava lotada na Coordenadoria de Execução da Saúde Prisional (Cosap). A exoneração foi do “Cargo de Direção e Assessoramento de provimento em comissão de Coordenador”, conforme publicação no DOE, assinada pelo secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque.

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Sara teve seu celular e tablet apreendidos no domingo (20/9), quando foi localizada na praia de Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. A coluna Na Mira tenta localizar a defesa de Sara Regina, deixando espaço aberto para quaisquer declarações.

Isabelle Caracristi foi encontrada morta no domingo (13/9). O caso ganhou notoriedade após a mãe dela, Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo no sábado (19/9), exigindo explicações detalhadas e justiça pela filha.

Isorlanda relatou ter descoberto a morte da filha após tentar contatá-la na noite de domingo sem sucesso. No dia seguinte, ao tentar novamente, também não obteve resposta. Ela então tentou falar com João Munhoz, que teria desligado o telefone e bloqueado Isorlanda no WhatsApp e nas redes sociais.

Com um pressentimento, Isorlanda foi até o condomínio acompanhada do irmão, tio de Isabelle. No local, a síndica informou: “Sua filha faleceu ontem à noite, o corpo já está no IML”.

Desde sábado (19/9), a Polícia Civil do Ceará, responsável pela investigação, realiza diligências. João Munhoz foi preso na terça-feira (22/9), e a prisão foi convertida em preventiva pelo Tribunal de Justiça do Ceará na quarta-feira (23/9), mesmo dia em que ocorreu uma coletiva de imprensa com detalhes da investigação.

O delegado-geral da Polícia Civil do Ceará (PCCE), Márcio Gutiérrez, afirmou que João Munhoz é investigado por três possíveis indiciamentos: indução ao suicídio, obstrução de prova e abuso psicológico.

“Os depoimentos indicam um relacionamento abusivo, violência psicológica. Isso foi considerado na prisão. As informações de testemunhas e da investigação mostram que João mantinha uma relação de controle, limitando a liberdade de Isabelle. Temos depoimentos que afirmam que ela não podia sequer ir sozinha à farmácia”, detalhou Márcio Gutiérrez.

Conforme informações nos autos, após os depoimentos, João Neto teria retornado ao condomínio no dia seguinte à morte de Isabelle em busca do celular dela. Também consta que ele teria pedido à família de Isabelle para não entrar no condomínio.

Ainda segundo os autos, João Neto teria solicitado que o apartamento onde vivia com a mãe, Sara Regina, fosse limpo e colocado à venda.

A defesa da família de Isabelle Caracristi confirmou que o celular da jovem estava junto ao corpo e foi entregue ao tio dela. De acordo com a advogada Patrícia Viana, havia áudios enviados por Isabelle ao primo momentos antes de sua morte.

Segundo o Diário do Nordeste, cerca de uma hora antes de ser encontrada morta, Isabelle teria feito novas revelações ao primo. Em uma mensagem enviada por volta das 19h40 do dia 13 de setembro, ela teria pedido: “Não apague este áudio, me responde”.

Ainda segundo o jornal, às 20h40, teria sido registrado o impacto da queda da vítima. Nas conversas pelo WhatsApp, Isabelle teria afirmado que, “qualquer coisa que aconteça com ela, este áudio é uma prova”. Em seguida, teria dito: “João Munhoz é um doente, não acredite nele”.

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