
Vereadores Leonardo Ângelo (Cidadania) e Lucas Ganem (MDB) em sessão na Câmara Municipal de Belo Horizonte. (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) decidiu manter a cassação dos mandatos dos vereadores de Belo Horizonte, Leonardo Ângelo da Silva (Cidadania) e Lucas do Carmo Navarro, conhecido como Lucas Ganem (MDB), na sexta-feira, 14 de setembro. Ambos ainda permanecem em seus cargos enquanto aguardam recursos, e as sanções de inelegibilidade foram retiradas.
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As sentenças originais foram proferidas pela 29ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte e confirmadas pelo desembargador Sálvio Chaves, vice-presidente do TRE-MG e corregedor regional eleitoral. Os vereadores não serão imediatamente afastados, já que ainda há possibilidade de recursos.
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LEONARDO ÂNGELO
No caso de Leonardo Ângelo, a Justiça Eleitoral identificou abuso de poder econômico, corrupção e fraude. A decisão destacou o uso de recursos e estrutura de campanha de Mauro Tramonte (Republicanos) em benefício de Leonardo. Além disso, foi reconhecida a corrupção eleitoral em tratativas com a candidata Gabriela, que teria recebido promessa de emprego para desistir de sua candidatura em favor de Leonardo. No julgamento de 18 de setembro, o tribunal apenas retirou a inelegibilidade, mas manteve a cassação do mandato.
LUCAS GANEM
Lucas Ganem também teve sua cassação confirmada pelo TRE-MG devido a fraude na transferência de domicílio eleitoral para Belo Horizonte. Ele utilizou um endereço na capital onde nunca residiu e sem vínculo comprovado, visando viabilizar sua candidatura em 2024. A sanção de inelegibilidade foi removida, mas ele ainda pode recorrer, permanecendo no cargo até a conclusão do processo.
Na esfera criminal, Lucas Ganem foi condenado por falsidade ideológica a um ano e seis meses de prisão, pena convertida em prestação de serviços à comunidade e multa de R$ 16 mil. Durante o processo, a irregularidade foi confirmada por testemunhas e investigadores, embora sua defesa argumente que o conceito de domicílio eleitoral não requer residência física. A defesa planeja recorrer da decisão criminal, e Ganem ainda enfrenta um processo político na Câmara Municipal de Belo Horizonte relacionado ao caso.







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