
Estudante de direito Isabelle Caracristi em selfie antes da tragédia (Foto: Instagram)
O veículo pertencente ao irmão de João Munhoz Neto, de 34 anos, atualmente preso devido à investigação sobre a morte de sua namorada, uma estudante de direito encontrada morta após cair do 23º andar, foi inspecionado nesta quinta-feira, 24 de setembro.
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As buscas no carro aconteceram no mesmo dia em que o irmão de João, sua mãe, Sara Regina Alexandre Munhoz, e a melhor amiga de Isabelle Caracristi prestaram depoimentos à polícia.
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A Polícia Civil do Ceará ainda não confirmou se algo foi encontrado no carro ou se ele foi apreendido. O mesmo veículo foi visto por câmeras de segurança do condomínio chegando logo após a morte de Isabelle.
Em uma coletiva de imprensa na quarta-feira, 23 de setembro, Júlio Torres, perito-geral da Perícia Forense do Ceará, afirmou que não havia câmeras no rooftop de onde Isabelle caiu. Mesmo sem imagens do local, a Polícia Civil do Ceará concluiu que a queda foi voluntária, com base em outras imagens do prédio.
A estudante de direito Isabelle Caracristi foi encontrada morta em 13 de setembro. O caso ganhou atenção após sua mãe, Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo no sábado, 19 de setembro, pedindo explicações sobre a morte da filha.
João Munhoz, então namorado de Isabelle, foi preso na terça-feira, 22 de setembro, em um prédio de familiares. A Polícia Civil do Ceará investiga João por suspeitas de indução ao suicídio, obstrução de provas e abuso psicológico.
Segundo o delegado-chefe da PCCE, Márcio Gutiérrez, depoimentos indicam um relacionamento abusivo e episódios de violência psicológica. Essas informações foram consideradas na decisão de prisão.
A PCCE relata que João Neto voltou ao condomínio no dia após a morte de Isabelle, procurando o celular dela e pedindo que a família dela não entrasse no local. Ele também teria solicitado que o apartamento que dividia com a mãe fosse limpo e colocado à venda.
Na coletiva, a polícia informou que já ouviu 10 pessoas. A análise de câmeras e depoimentos revelou uma postura não colaborativa de João nas investigações. Novos depoimentos estão agendados e dispositivos eletrônicos continuam sob análise.
A mãe de João, Sara Regina Alexandre Munhoz, foi exonerada de seu cargo na Secretaria da Administração Penitenciária, conforme decisão publicada no Diário Oficial do Estado em 22 de setembro. A exoneração é de caráter administrativo.
Isorlanda soube da morte da filha após tentativas frustradas de contato e, ao ir ao condomínio, recebeu a notícia da síndica. Desde 19 de setembro, a Polícia Civil do Ceará realiza diligências. João Munhoz foi detido em 22 de setembro, e sua prisão foi convertida em preventiva no dia seguinte.
A defesa de Isabelle confirmou que o celular da jovem estava com o corpo e foi entregue ao tio. A advogada Patrícia Viana mencionou áudios enviados por Isabelle ao primo antes de sua morte. Em um deles, ela pediu que não apagassem a mensagem, afirmando que "João Munhoz é um doente, não acredite nele".







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