Ex-sócio da Naskar, Maurício Volpato, é preso novamente em São Paulo

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Arquivo: ex-voleibolista e ex-apresentador de TV investigado no caso Naskar posa em estúdio. (Foto: Instagram)

José Maurício Volpato, um dos antigos sócios da Naskar Gestão Ltda., foi novamente detido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quinta-feira (24/9), em São Paulo. Ele é investigado pelo sumiço de cerca de R$ 900 milhões pertencentes a mais de 3 mil clientes.

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Volpato havia sido liberado no início do mês, após a Justiça do Distrito Federal revogar a prisão preventiva dele e dos ex-sócios Marcelo Liranco Arantes e Rogério Vieira. A investigação sobre o golpe da Naskar foi inicialmente revelada por JETSS.

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A nova prisão ocorreu porque Volpato não cumpriu as condições impostas pela Justiça para sua liberdade. De acordo com fontes, ele tentou movimentar uma conta bancária, desrespeitando as restrições judiciais.

Ao liberar o trio em 3 de setembro, o juiz Aimar Neres de Matos estabeleceu oito medidas cautelares, como a proibição de atuarem em atividades empresariais e financeiras ligadas aos fatos investigados. Também foram mantidos bloqueios e indisponibilidades de bens.

A decisão ainda impedia os investigados de contatar vítimas, testemunhas ou pessoas ligadas ao caso, acessar empresas envolvidas na investigação, sair da comarca sem autorização judicial e determinava recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga.

Volpato, conhecido como Maurício Jahu, é um ex-jogador de vôlei que integrou a Seleção Brasileira nos anos 1980. Ele também trabalhou como apresentador da ESPN Brasil por cerca de 20 anos antes de entrar no mercado financeiro.

CASO NASKAR
A Naskar Gestão de Ativos tinha sede no Distrito Federal e depois passou a operar em São Paulo, captando recursos de clientes com a promessa de rendimentos de 2% ao mês.

A investigação aponta que a empresa operou por cerca de 13 anos até parar de pagar os rendimentos em maio, afetando mais de 3 mil investidores e causando prejuízos estimados em R$ 900 milhões.

Volpato, Marcelo Liranco Arantes e Rogério Vieira foram presos em São Paulo durante a investigação e ficaram detidos por cerca de um mês até serem soltos em setembro.

Na decisão que libertou os três, o juiz considerou que a investigação havia sido formalmente encerrada em 28 de agosto e que os materiais de interesse já estavam apreendidos. A liberdade foi condicionada ao cumprimento das medidas cautelares.

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