
Iza Lourença, presidente do PSol-MG, em coletiva após ataque a bomba em seu escritório em BH (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – A presidente do PSol em Minas Gerais, Iza Lourença, que é candidata a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nas eleições de 2026, denunciou um ataque a bomba em seu escritório e pediu investigação sobre possíveis conexões políticas dos agressores. De acordo com a candidata, os envolvidos teriam ligações com as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, e Flávio Roscoe (PL-MG), candidato ao governo do estado. Não foram apresentadas provas dessas ligações.
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“Mais uma vez, a extrema direita demonstra que sua política se baseia na violência e intolerância. Esse ataque não é um caso isolado, mas parte de várias tentativas de me silenciar e me fazer desistir. É uma ameaça a todas as mulheres que estão na política e não se curvam aos absurdos dos conservadores. Mas podem ter certeza: eu não tenho medo e vou continuar fazendo a política que acredito, junto ao povo, cada vez mais forte”, afirmou a vereadora.
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Conforme informações no Instagram da candidata, os agressores roubaram bandeiras de campanha e feriram dois membros da equipe. Ela também relatou que foram deixados “santinhos” do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), caracterizando a ação como intimidação política e crime de ódio.
Iza Lourença informou que a Polícia Militar esteve no local após o ataque e conduziu os suspeitos à delegacia.
“Diante da gravidade dos fatos, a equipe de Iza Lourença exige uma investigação imediata e rigorosa para identificar não apenas os executores do ataque, mas também eventuais responsáveis por sua organização, incentivo ou financiamento”, afirma a nota.
APURAÇÕES SOBRE LESÃO CORPORAL E ALICIAMENTO DE MENORES
Segundo a assessoria da presidente do PSol, os crimes a serem investigados incluem lesão corporal, aliciamento de menores e possíveis conexões entre os responsáveis pelo ataque e o deputado federal Nikolas Ferreira e o vereador Pablo Almeida.
“Não se trata de um simples episódio de disputa eleitoral. Uma bomba foi lançada em um espaço político frequentado por idosos e crianças, pessoas foram agredidas e poderiam ter sido feridas. Qualquer tentativa de naturalizar ou minimizar essa violência ameaça o direito de fazer campanha e participar da vida política com segurança”, afirma a nota.
A equipe também solicita que as autoridades preservem as provas, identifiquem todos os envolvidos e esclareçam eventuais vínculos políticos relacionados ao incidente.
“Violência política não pode ser tratada como método de campanha. Quem atacou, participou ou eventualmente ordenou ou incentivou o ataque precisa responder pelos seus crimes”, destaca a nota enviada.







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