
Tiago Leifert critica manifesto sobre fim das casas de apostas: ‘Se não sustenta sem aposta, acaba’ (Foto: Instagram)
O apresentador e narrador esportivo Tiago Leifert expressou sua opinião sobre o manifesto assinado pelos clubes de futebol brasileiros, que discute o impacto do possível encerramento das casas de apostas na arrecadação dos times. Leifert afirmou que o futebol não vai acabar com essa medida, mas que precisará se adaptar.
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Em seu canal no YouTube, Leifert abordou o tema e enviou uma mensagem aos torcedores. "O futebol brasileiro vai acabar. Eu disse: 'Vai? Ninguém me avisou, avisaram vocês? O que aconteceu?' Claro que não vai acabar, vai ter que se readaptar", iniciou.
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Ele destacou que as equipes terão que buscar novos patrocínios, como faziam antes do surgimento das casas de apostas. "O pessoal vai ter que ser mais criativo, voltar a ter patrocínio de refrigerante, chocolate, carro… Mas o mundo inteiro está retrocedendo em relação às apostas. A Premier League já não coloca mais na frente [da camisa], coloca no canto."
Leifert ainda classificou o manifesto como um "tiro no pé" e ironizou que, se o futebol não consegue se sustentar sem as apostas, então deve realmente acabar.
O manifesto
No texto intitulado “O fim do futebol brasileiro”, os times afirmaram que o crescimento do mercado de apostas requer “medidas de proteção, fiscalização, educação e prevenção” para as pessoas mais vulneráveis, mas que isso não deve prejudicar o esporte.
“Nos últimos anos, o investimento das empresas de apostas autorizadas tornou-se uma das principais fontes de receita do esporte. Este investimento impulsionou o futebol brasileiro”, diz o texto. “Para muitas destas agremiações, não existe hoje outro segmento econômico capaz de substituir imediatamente esse investimento”, completou.
Os clubes ainda afirmaram que uma mudança abrupta nas regras sobre as apostas “reduziria a capacidade de investimento dos clubes e criaria desequilíbrios”. “Inviabilizar esse modelo não fará com que as apostas deixem de existir. Apenas abrirá o caminho para que os consumidores migrem integralmente para plataformas clandestinas”, criticou a nota.







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