
Pedro Geromel celebrando em campo com a camisa do Grêmio. (Foto: Instagram)
O ex-jogador Pedro Tonon Geromel é mencionado em um relatório da Polícia Federal relacionado à Operação Disco de Ouro II como beneficiário de um pagamento de R$ 1 milhão realizado pela Metalsur Comercial de Aços Eireli. A empresa está sob investigação por ter recebido mais de US$ 20,4 milhões no Brasil, associados a um esquema de venda ilegal de cassiterita.
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A operação busca desvendar um esquema que teria movimentado e ocultado mais de US$ 48 milhões — aproximadamente R$ 246 milhões — através da comercialização e exportação de cassiterita extraída de garimpo ilegal. De acordo com a corporação, o grupo teria vendido areia e pó de brita como se fossem cassiterita, utilizando empresas brasileiras e estrangeiras, contas de terceiros e transações financeiras para movimentar e esconder os recursos.
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O pagamento de R$ 1 milhão ao ex-jogador faz parte da análise de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Nesse esquema, a Metalsur é uma das empresas utilizadas para trazer ao Brasil valores provenientes do exterior. Após a entrada no país e conversão em reais, a conta da Metalsur distribuía os recursos para terceiros indicados pelo grupo.
A PF destacou em seu relatório que verificou os bancos de dados e confirmou o CPF do atleta, registrando formalmente a ausência de homônimos no Brasil. Segundo a corporação, a empresa pertencia a pessoas com vínculos pessoais a Diego Possebon, apontado como líder da organização criminosa.
Na solicitação feita à Justiça Federal, a PF pediu o sequestro e arresto de bens e valores de Geromel até o limite de R$ 1 milhão. O valor corresponde ao montante identificado como recebido pelo ex-jogador da Metalsur. O pedido se enquadra na categoria de bens e valores dos responsáveis, limitado ao benefício obtido.
A Operação Disco de Ouro investiga um esquema que teria movimentado e ocultado mais de US$ 48 milhões — cerca de R$ 246 milhões — por meio da comercialização e exportação de cassiterita. A investigação iniciou após a apreensão, em janeiro de 2022, de cerca de 30 toneladas de cassiterita que, segundo a PF, foram extraídas ilegalmente da Terra Indígena Yanomami.
Na primeira fase da investigação, os investigadores identificaram que o minério extraído ilegalmente em Roraima era declarado como se tivesse origem em uma área regular de garimpo em Itaituba (PA). Conforme a corporação, o trajeto existia apenas nos documentos usados para legalizar a cassiterita.
A investigação também revelou que o grupo teria utilizado empresas brasileiras e estrangeiras, contas de terceiros, operações financeiras internacionais e o chamado dólar-cabo para movimentar e ocultar os recursos. O dólar-cabo é um mecanismo informal de transferência de valores entre países. Segundo a PF, o dinheiro era distribuído entre pessoas e empresas para dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos.
Nesta quarta-feira (23/9), uma nova fase foi realizada para investigar o uso de documentos com informações falsas para dar aparência de regularidade a operações relacionadas à cadeia de comercialização e exportação de minérios. Durante a ação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens de sequestro de bens e valores, autorizados pela Justiça Federal.
O cantor Alexandre Pires voltou a ser alvo da PF nesta nova fase, após indícios de recebimento de valores de uma mineradora investigada. Ele já havia sido investigado na primeira etapa, em dezembro de 2023, quando foi alvo de um mandado de busca e apreensão.







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