Fluminense Propõe Transição Gradual para Encerrar Apostas Online

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Jogadores do Fluminense em treino exibem a camisa com patrocínio da Superbet. (Foto: Instagram)

O Fluminense emitiu, nesta sexta-feira (25/9), um comunicado oficial sobre a proibição das apostas. A Medida Provisória assinada pelo presidente Lula no final da tarde entrará em vigor em 6 de outubro. O clube carioca sugeriu um período de transição e destacou possíveis impactos dessa decisão.

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O comunicado do Tricolor das Laranjeiras menciona pontos que serão afetados imediatamente pela medida. Em relação à arrecadação de impostos, o clube afirma que a regulamentação "gerou bilhões em tributos e destinações previstas em lei para esporte, seguridade social, segurança pública, educação e saúde. Sem ele, esses recursos precisarão vir de outra fonte", diz a nota.

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"Defendemos, no mínimo, um período de transição adequado caso haja mudanças. O caminho deve ser guiado por dados concretos e pela efetividade de cada alternativa", concluiu o clube.

O debate sobre a proibição das apostas é legítimo e não deve ser interditado. Há preocupações reais com endividamento e vício, mas qualquer decisão precisa considerar os seguintes pontos:

• Segurança jurídica e previsibilidade: empresas que cumpriram a regulamentação e terceiros que firmaram contratos não podem ser surpreendidos de um dia para o outro. O clube assumiu compromissos financeiros para este e os próximos anos contando com esses recursos. Um exemplo concreto: as lojas do Fluminense têm seis meses de estoque de camisas com a marca do patrocinador master. Uma mudança abrupta gera prejuízos e pode custar milhares de empregos em toda a cadeia.

• Efetividade da medida: proibir as empresas reguladas não acaba com as apostas. O mercado clandestino tende a ocupar esse espaço, sem fiscalização, sem tributação e sem nenhuma proteção ao apostador.

• Impacto no esporte: os recursos não sustentam apenas o futebol profissional. Eles financiam categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos, que empregam centenas de atletas e profissionais no clube.

• Arrecadação pública: o mercado regulado gerou bilhões em tributos e destinações previstas em lei para esporte, seguridade social, segurança pública, educação e saúde. Sem ele, esses recursos precisarão vir de outra fonte.

Defendemos, no mínimo, um período de transição adequado caso haja mudanças. O caminho deve ser guiado por dados concretos e pela efetividade de cada alternativa.

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