Filho de Alexandre de Moraes se casa próximo à antiga sede do Banco Master

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Alexandre Barci de Moraes celebra casamento em São Paulo (Foto: Instagram)

O filho do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), celebra seu casamento neste sábado, 26 de setembro, a três quilômetros do local onde o Banco Master, antes de ser liquidado, tinha sua sede em São Paulo. Alexandre Barci de Moraes, advogado do escritório Barci de Moraes, que pertence à esposa do ministro, assinou um contrato de R$ 131 milhões com o banco de Daniel Vorcaro.

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O evento ocorre com segurança reforçada no bairro Cidade Jardim, na zona oeste de São Paulo. Equipes da Polícia Judiciária, Polícia Civil e Polícia Militar garantem a segurança do local e dos convidados. A ciclovia ao longo do Rio Pinheiros foi interditada desde a tarde do dia anterior.

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Os convidados começaram a chegar por volta das 15h30. Veículos com placas do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) foram vistos estacionando no local. O aluguel da Casa Fasano, onde o evento está sendo realizado, varia de R$ 60 mil a R$ 200 mil. As recepcionistas, que verificam os nomes dos convidados, estão usando cintos da marca de luxo Gucci.

O ministro do STF Gilmar Mendes é esperado na festa. Cristiano Zanin, também da Suprema Corte, foi convidado, mas ainda não confirmou sua presença.

O escritório de advocacia Barci de Moraes Sociedade de Advogados, liderado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, firmou um contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master, anteriormente sob a direção de Daniel Vorcaro, que está preso. O contrato, firmado em janeiro de 2024, inclui a implementação e aprimoramento de programas de compliance, consultoria estratégica e jurídica em inquéritos policiais e procedimentos administrativos, além de processos judiciais em todas as instâncias.

No dia 15 de setembro, o plenário do STF analisou a possibilidade de abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por suposta ligação com o ex-banqueiro. A sessão terminou sem uma decisão, e a Corte também não definiu se os processos envolvendo Moraes e o ministro André Mendonça seriam analisados separadamente ou em conjunto.

O ministro Flávio Dino pediu vista, interrompendo a análise. Antes do encerramento, o presidente do STF, Edson Fachin, deu a palavra a Luiz Fux e Cármen Lúcia, que anteciparam seus votos. A sessão terminou com um placar de 4 a 3 contra a análise conjunta dos processos, com votos de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin a favor, e Edson Fachin, Luiz Fux, André Mendonça e Cármen Lúcia contra.

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