Pastor de Flávio Bolsonaro critica culto à Rainha dos Céus

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Bispo JB Carvalho e Flávio Bolsonaro em foco: polêmica sobre o culto mariano (Foto: Instagram)

O bispo JB Carvalho, líder da Comunidade das Nações, frequentada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), critica o culto à Rainha dos Céus em um trecho de seu livro "A Bomba: A verdade pode ser explosiva", publicado em 2001 pela editora Doxxa. Segundo o blog do pastor Sérgio Lourenço, Carvalho afirma: "Deus odeia o culto à Rainha dos Céus".

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Em um vídeo nas redes sociais em 24 de agosto de 2026, Flávio disse que, se eleito presidente, declarará que "o Brasil é do Senhor Jesus Cristo", o que gerou reações entre católicos, que veem a Rainha dos Céus como intercessora. As declarações resultaram em homilias de bispos da basílica de Nossa Senhora Aparecida.

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A relação do senador com a igreja de JB Carvalho começou antes de sua pré-candidatura à presidência. Em 2024, ele e sua esposa, Fernanda Bolsonaro, foram batizados na Comunidade das Nações, em Brasília. Em 7 de dezembro de 2025, após anunciar sua pré-candidatura, Flávio fez sua primeira aparição pública na mesma igreja, onde é frequentador assíduo.

No trecho reproduzido por Sérgio Lourenço, Carvalho usa capítulos do livro de Jeremias para condenar o culto à Rainha dos Céus. Ele afirma que os habitantes de Judá provocaram a ira divina ao oferecerem incenso e alimentos a uma divindade feminina, creditando a ela sua prosperidade, em vez de reconhecerem o Deus de Israel.

Em outros trechos de "A Bomba", Carvalho associa a devoção católica a Maria a antigos cultos pagãos. Ele narra a história de Semíramis e Tamuz, onde Semíramis teria promovido o culto a Ninrode e apresentado Tamuz como sua reencarnação, recebendo assim o título de Rainha dos Céus. Carvalho associa a imagem de Maria com o menino Jesus a essa iconografia.

Em outra parte, intitulada "Voltemos à História", Carvalho sugere que celebrações antigas a divindades femininas foram integradas às festas marianas, e que práticas devocionais católicas derivam desses cultos. Contudo, a Igreja Católica diferencia a veneração de Nossa Senhora da adoração, que é exclusiva a Deus.

A relação da família Bolsonaro com JB Carvalho também se reflete nos livros levados ao ex-presidente na prisão. Em 25 de novembro de 2025, Flávio levou "Metanoia: A chave está em sua mente" ao pai. Em 6 de janeiro de 2026, Michelle Bolsonaro também levou um livro de Carvalho, "A jornada de meninos a homens", abordando a formação masculina sob uma visão cristã.

Esses episódios destacam a circulação das obras do bispo entre a família Bolsonaro, somando-se ao batismo de Flávio e sua participação em cultos da Comunidade das Nações.

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