Empresa de delator busca vender precatórios recebidos do Banco Master

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Fachada do Banco Master, cujos precatórios foram negociados pela Entre Investimentos controlada por “Mineiro” (Foto: Instagram)

A Entre Investimentos, sob controle do delator Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como "Mineiro", tentou obter permissão para vender precatórios adquiridos do Banco Master.

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A companhia de Mineiro recebeu R$ 1,44 bilhão em créditos do Master um mês antes da liquidação do banco, de propriedade de Daniel Vorcaro, em novembro do ano passado.

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Em um pedido confidencial à Justiça Federal esta semana, a Entre alegou a necessidade de vender dois direitos creditórios para saldar dívidas trabalhistas, fiscais, de aluguel e com fornecedores.

A empresa relatou que suas dívidas já ultrapassam R$ 7 milhões e podem chegar a mais de R$ 13 milhões se os ativos continuarem indisponíveis.

Os bens da Entre estão bloqueados desde março deste ano, devido ao fato de a empresa controlar indiretamente instituições do Grupo Entre que estão em liquidação extrajudicial.

A empresa já havia buscado o Banco Central para liberar parte dos bens, mas o pedido foi negado, pois a liberação depende do progresso das investigações no processo de liquidação.

O juiz Maurilio Freitas Maia de Queiroz, da 12ª Vara Cível Federal de São Paulo, rejeitou o pedido.

Para o juiz, ainda é necessário investigar a relação da Entre com o Master e uma possível "confusão, ocultação e dilapidação patrimonial" no grupo de empresas.

Ele também destacou que a venda dos ativos poderia ter consequências irreversíveis caso a manutenção da indisponibilidade fosse posteriormente considerada legítima.

Os contratos de transferência dos precatórios do Banco Master para a Entre Investimentos foram assinados entre 7 e 9 de outubro de 2025, pouco antes da liquidação do banco pelo BC.

A liquidante do Master suspeita que a operação tenha sido usada para ocultar patrimônio em favor de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master.

O ministro André Mendonça, do STF, homologou a delação de Mineiro em 9 de setembro.

A Entre também é investigada pela Polícia Federal por repasses ordenados por Vorcaro para um fundo nos EUA, usado no financiamento do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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