
Ilustração de dois candidatos presidenciais frente a frente em clima de disputa acirrada (Foto: Instagram)
A corrida presidencial entra na última semana antes do 1º turno com um cenário mais competitivo do que há quatro anos, segundo as recentes pesquisas de intenção de voto.
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Em 2022, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, liderava confortavelmente a disputa presidencial contra seu principal rival, o então presidente Jair Bolsonaro (PL). Atualmente, o cenário se apresenta mais desafiador para Lula, que busca a reeleição. Embora ele ainda apareça numericamente à frente, as pesquisas indicam um empate técnico entre ele e o segundo colocado, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
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As pesquisas Quaest e Datafolha divulgadas na última semana refletem essa situação. Segundo a Quaest, Lula possui 37% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 33% no primeiro turno — um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos.
O Datafolha mostra Lula com 40% contra 36% de Flávio Bolsonaro, também no primeiro turno. A diferença de quatro pontos representa um empate dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais.
Os números contrastam com o cenário de quatro anos atrás. Em 2022, a uma semana do 1º turno, Lula liderava com mais de dez pontos de vantagem. Uma pesquisa Datafolha da época mostrava Lula com 47% das intenções de voto contra 33% de Jair Bolsonaro, uma diferença de 14 pontos percentuais.
Naquele ano, a Quaest apontava Lula com 44% contra 34% do então presidente, indicando uma vantagem de dez pontos.
Em 2022, o resultado do 1º turno foi mais apertado do que as pesquisas indicavam. Lula terminou a primeira fase do pleito com 48,43%, recebendo 57 milhões de votos. Bolsonaro obteve 43,20%, o que representa 51 milhões de votos. A diferença entre os candidatos foi de cerca de cinco pontos percentuais.
Às vésperas do 1º turno, as campanhas dos candidatos à presidência estão intensificando estratégias para conquistar eleitores na última semana antes da votação.
Lula, que busca a reeleição, planeja intensificar suas viagens pelo país, com foco no Sudeste, onde concentrou a maior parte de sua campanha. Flávio Bolsonaro também deve priorizar essa região nesta reta final.
Os três estados do Sudeste estão entre os maiores colégios eleitorais do país. São Paulo tem 34,1 milhões de eleitores, representando 21,48% do eleitorado nacional; Minas Gerais possui 16,4 milhões (10,32%); e o Rio de Janeiro, 12,9 milhões (8,10%), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na última semana de campanha, uma das principais apostas de Lula para atrair eleitores é a medida provisória (MP) que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, conhecidas como bets.
A medida, que abrange tanto apostas esportivas quanto jogos on-line, foi assinada na sexta-feira (25/9), em São Paulo (SP).
Além da MP, o governo apresentou um projeto de lei para estabelecer conceitos e tipificar crimes relacionados às apostas de quota fixa.
A proposta prevê cinco tipos de conduta criminosa, incluindo a exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizada por autoridade estrangeira; divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores; uso de dados pessoais para captação de apostadores; facilitação financeira da exploração desse tipo de aposta; e fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa. As penas variam de 2 a 6 anos de prisão.
Em resposta, Flávio Bolsonaro planeja uma ofensiva para explorar o momento do anúncio das medidas, feito a nove dias da eleição. A estratégia da campanha é resgatar a tramitação do Projeto de Lei nº 3.626/2023, que regulamentou as apostas de quota fixa, e confrontar o posicionamento do governo durante a elaboração da legislação com o discurso de Lula na reta final da campanha.
No Senado, uma emenda proposta pelo então líder do PL, Carlos Portinho, retirou do projeto os jogos de cassino on-line. A alteração foi aprovada por 37 votos a 27, em 12 de dezembro de 2023.
Quando a proposta retornou à Câmara dos Deputados, o texto foi novamente alterado. A regulamentação dos jogos on-line foi mantida na versão aprovada pelos deputados, e o projeto seguiu para sanção presidencial.







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