
Estátua de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. (Foto: Instagram)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desmentiu, neste domingo (27/9), qualquer participação na propagação de fake news envolvendo a controvérsia sobre Nossa Senhora. A entidade afirmou que "mentira não se combate com outra mentira" ao responder às acusações do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que responsabilizou a instituição pela situação.
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Durante um evento de campanha em Goiânia, Flávio afirmou que a CNBB estaria colaborando com o PT para disseminar uma notícia falsa sobre a remoção do título de "padroeira do Brasil" de Nossa Senhora Aparecida. Ele declarou: "O PT, eu sei hoje, já estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news, conseguiu com a ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente essa realidade".
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A CNBB negou veementemente qualquer ligação político-partidária. Em comunicado, a Conferência declarou que não faz parte de nenhuma estrutura de partido ou candidatura, e que suas manifestações sobre as eleições são guiadas por sua missão pastoral e princípios públicos, como a dignidade humana, o bem comum, a democracia e a liberdade de consciência.
Na semana passada, surgiram na internet rumores de que o senador Flávio Bolsonaro estaria envolvido em um plano para retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A origem do boato foi um comentário feito em um programa de TV que discutia a disputa eleitoral, o voto feminino e o comportamento do eleitorado religioso.
O comentário mencionava uma suposta reação de setores católicos a um grupo de evangélicos que estaria planejando retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A análise indicava que essa reação poderia beneficiar eleitoralmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição contra Flávio Bolsonaro.
Após a transmissão, o trecho circulou nas redes sociais com a afirmação de que Flávio pretendia retirar ou apoiava a retirada do título. O canal responsável pela veiculação corrigiu e pediu desculpas pelo erro na apresentação da informação. Contudo, o conteúdo viralizado relembrou um projeto de lei de 2007 do então deputado Victório Galli (MDB-MT), que sugeria substituir "padroeira do Brasil" por "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos". Galli trabalhou como assessor especial na Presidência da República em 2019.







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