EUA mobiliza Departamento de Guerra contra “ameaças estrangeiras” nas eleições

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Secretário Pete Hegseth anuncia reforço de defesas cibernéticas contra interferências estrangeiras nas eleições (Foto: Instagram)

O governo dos Estados Unidos ordenou a mobilização do Departamento de Guerra para enfrentar possíveis interferências estrangeiras nas eleições legislativas de novembro.

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A determinação foi dada pelo secretário Pete Hegseth, que assinou um memorando em 22 de setembro, direcionado ao Comando Cibernético dos EUA (USCYBERCOM) e às principais agências de inteligência militar.

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O documento, divulgado na segunda-feira (28/9), exige que as estruturas de defesa priorizem capacidades de inteligência e cibernéticas para identificar, interromper e neutralizar ações de atores estrangeiros contra os processos democráticos dos EUA.

A ordem chega pouco mais de um mês antes das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, que vão definir os 435 assentos da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado.

No memorando, Hegseth afirma que o Departamento de Guerra deve proteger a confiabilidade dos mecanismos de votação dos Estados Unidos contra “manipulação externa” e interrupções causadas por atores estrangeiros.

O secretário também instrui a Defense Intelligence Enterprise (DIE) a coletar e produzir informações sobre ameaças estrangeiras às eleições de 2026. Nenhum país é mencionado nominalmente no documento.

O USCYBERCOM recebeu a ordem de usar suas autoridades e capacidades existentes para combater possíveis ameaças cibernéticas de atores estrangeiros que tenham como alvo as eleições, em coordenação com o Departamento de Segurança Interna (DHS).

O memorando também determina que os diretores das agências de apoio ao combate priorizem os recursos de inteligência e cibernéticos do Departamento de Guerra para impedir que agentes estrangeiros interfiram nos sistemas democráticos americanos.

Em comunicado divulgado junto com o memorando, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que o objetivo é trabalhar com autoridades federais, estaduais e locais para proteger os sistemas de votação e identificar ações de influência estrangeira.

“Eleições livres e justas são a base da nossa República”, declarou Parnell.

O general Joshua M. Rudd, comandante do Comando Cibernético e diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA), destacou que as duas estruturas trabalham juntas para identificar e combater ameaças cibernéticas estrangeiras.

MISSÃO DE DEFESA
O chefe do Pentágono classificou a proteção das eleições como uma “missão que não pode falhar” e determinou que a estrutura de inteligência utilize os recursos e parcerias autorizados para defender a infraestrutura eleitoral.

O memorando afirma que a atuação deve preservar, ao mesmo tempo, as liberdades fundamentais dos eleitores.

A ordem também estabelece que a defesa eleitoral seja realizada de acordo com as leis, regulamentos, determinações do Executivo e políticas do Departamento de Guerra.

Hegseth ressalta que a capacidade de realizar eleições livres e justas é um princípio fundamental da democracia americana e afirma que o governo deve garantir que os eleitores possam votar sem “intimidação, coerção ou medo estrangeiro”.

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