
Thiago Surfista durante pronunciamento público em Guarulhos (Foto: Instagram)
O ex-prefeito e candidato a deputado federal por Guarulhos, Guti (PSD), apresentou uma representação criminal à Justiça Eleitoral e solicitou que a Polícia Federal (PF) investigue uma alegada ameaça feita por um grupo político rival contra uma empresa de trio elétrico que presta serviços à sua campanha.
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A denúncia criminal é dirigida contra o vice-prefeito de Guarulhos e candidato a deputado federal Thiago de Azevedo Lopes Fonseca, conhecido como Thiago Surfista (PL), seu irmão Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, apelidado de "Diguinho", e um produtor de eventos.
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Conforme os registros, o grupo teria pressionado uma empresa de eventos, contratada em agosto de 2026 para fornecer carros de som à campanha de Guti, a cancelar o contrato. Segundo o proprietário da empresa, que registrou a ocorrência, ele foi chamado para reuniões com Diguinho e um produtor associado ao grupo para discutir o assunto.
Durante os encontros, Diguinho teria exigido a suspensão imediata das atividades e ameaçado tomar medidas administrativas através da Prefeitura de Guarulhos contra os veículos contratados. Na ocasião, ele teria mostrado no celular uma mensagem sobre uma multa de R$ 5 mil por bloqueio de via, segundo a denúncia.
Na petição, a defesa de Guti argumenta que a Polícia Federal é a responsável por conduzir as investigações devido ao "predomínio do interesse eleitoral e federal" no caso. A Prefeitura de Guarulhos declarou desconhecer a denúncia, enquanto a assessoria de Thiago Surfista afirmou que o vice-prefeito e candidato não tem "conhecimento de nada". "Quando formos intimados, vamos nos manifestar, mas reforçamos que a campanha de Thiago Surfista não apoia esse tipo de prática", completou.
A coluna tentou contato com Diguinho, mas não obteve resposta. O espaço permanece aberto para manifestações.
Em uma segunda reunião, agora com a presença de duas sócias da empresa, o empresário relata que houve novas ameaças e a exibição de uma imagem de uma suposta multa já aplicada a um dos caminhões de som. Este encontro foi gravado pelo proprietário da empresa e anexado à petição.
Na gravação, um dos presentes afirma que os episódios seriam uma "guerra" e que "não queremos o Guti concorrendo conosco, são ordens de cima". A representação sugere o possível uso do aparato fiscalizatório da Prefeitura de Guarulhos — onde Thiago Surfista é vice-prefeito — como instrumento de coação contra um adversário político direto na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.
Diante disso, os advogados também requereram que qualquer investigação eventualmente iniciada pela Polícia Civil — em decorrência do Boletim de Ocorrência registrado — seja transferida para a esfera eleitoral e federal.
O processo começou a tramitar no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). A relatora do caso, entretanto, aceitou o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral e reconheceu a incompetência da Corte de segunda instância para julgar a matéria, determinando o envio dos autos ao Juízo da 176ª Zona Eleitoral de Guarulhos, que analisará os pedidos de produção de provas e a solicitação de abertura do inquérito junto à Polícia Federal.







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