
Ônibus retornam às ruas após acordo que suspendeu greve dos rodoviários no DF (Foto: Instagram)
Horas antes do início previsto para a greve dos rodoviários, marcada para esta segunda-feira (27/9), a categoria chegou a um acordo com as empresas de ônibus e a Secretaria de Mobilidade, suspendendo a paralisação geral.
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Entre as exigências dos trabalhadores, o sindicato obteve dois dos principais pedidos: um aumento de 8% nos salários e 10% no tíquete-refeição e na cesta básica. Esses benefícios foram determinantes para o fim da greve.
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Além disso, os trabalhadores também pediram um aumento de 12% no plano de saúde, conforme informado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do DF.
O presidente do sindicato, João Dão, confirmou o acordo e orientou os trabalhadores a não iniciarem a paralisação, que estava programada para começar na madrugada. “Devido a isso, devemos comparecer amanhã, na madrugada, retornando ao trabalho nos horários habituais”, afirmou.
Antes da suspensão da greve, o desembargador Dorival Borges de Souza Neto, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), havia determinado que os rodoviários mantivessem 80% das operações dos ônibus nos horários de pico e 50% nos demais horários durante a greve.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), comemorou o fim das greves dos rodoviários em suas redes sociais. Ela classificou como “excelente notícia” o acordo mediado pela Secretaria de Transporte e Mobilidade e pela Procuradoria Geral do DF, além da atuação do TRT-DF. “O domingo termina com uma excelente notícia para todos: as empresas de ônibus e o sindicato dos rodoviários chegaram a um acordo e, consequentemente, não haverá greve amanhã”, escreveu.
A greve estava programada para começar na segunda-feira após a rejeição da proposta das empresas pelos rodoviários. A oferta incluía um reajuste salarial de 6%, 7% no tíquete de refeição e alimentação, e 11,88% no auxílio-saúde e plano odontológico. Além disso, o seguro de vida em grupo seria duplicado, passando de aproximadamente R$ 24 mil para R$ 48 mil.
A manutenção dos postos de trabalho de cobrador também estava garantida durante a vigência do acordo. Os retroativos a 1º de agosto seriam pagos em parcela única na folha de outubro. As empresas informaram que os reajustes representariam um ganho real de 1,82% sobre a inflação de 4,11% no período.
A proposta foi unanimemente recusada pelos rodoviários, que decidiram iniciar a greve durante uma assembleia realizada no domingo (27/9). No entanto, uma nova rodada de negociações entre as empresas e o sindicato, ainda na noite de domingo, resultou na concessão dos benefícios solicitados e no encerramento da paralisação.







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