Aposentada acusada de envenenar filha e nora enfrentará júri popular

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Elizabete Arrabaça, de 68 anos, será julgada por homicídio qualificado e fraude processual (Foto: Instagram)

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que Elizabete Arrabaça, de 68 anos, irá a júri popular por homicídio qualificado e fraude processual devido à morte de sua filha, Nathália Garnica, de 42 anos, por envenenamento. A defesa de Elizabete não se pronunciou até o momento.

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Segundo a acusação, Nathália foi morta com carbofurano, conhecido como “chumbinho”, em fevereiro do ano passado, na cidade de Pontal, interior de São Paulo. Desde agosto do mesmo ano, a aposentada está detida na Penitenciária de Tremembé.

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Além da filha, Elizabete também é acusada de matar a nora, Larissa Rodrigues, professora de pilates de 37 anos, também por envenenamento. Larissa foi encontrada morta cerca de um mês após Nathália, no apartamento onde vivia com seu marido, o médico Luiz Antônio Garnica, de 38 anos, em Ribeirão Preto.

Após a morte de Larissa, a Polícia Civil começou a investigar a morte de Nathália, inicialmente considerada natural. Um laudo do Instituto Médico Legal revelou a presença de chumbinho no corpo dela, o mesmo veneno encontrado na outra vítima. Elizabete foi a última a estar com ambas antes de falecerem.

Devido às mortes ocorrerem em cidades distintas, Pontal e Ribeirão Preto, os processos são separados. Ainda não há data definida para os julgamentos.

APOSENTADA É RÉ POR OUTROS CRIMES
Com a morte de Larissa, Elizabete e seu filho, Luiz Antônio Garnica, tornaram-se réus por feminicídio, com três qualificadoras: motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e insidioso ou cruel por envenenamento.

Além dos homicídios, Elizabete enfrenta uma terceira acusação pela tentativa de homicídio de Neuza Ghiotti, amiga dela, com qualificadoras de motivo torpe, uso de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima. Neuza foi envenenada em maio de 2017, em Pontal, mas sobreviveu.

Recentemente, o Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento de outra denúncia contra Elizabete, suspeita de envolvimento na morte de Élede Guidi, de 80 anos, ocorrida em 22 de dezembro de 2016. A morte foi registrada como natural, mas havia suspeitas de envenenamento por chumbinho. A Promotoria afirmou que não há como comprovar a natureza criminosa do óbito, uma vez que não foi realizado exame toxicológico à época.

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