
Agiotas disfarçados de motoboys cercam vítimas em Ceilândia durante cobrança violenta (Foto: Instagram)
Agiotas que operam no Distrito Federal adotaram uma nova e agressiva estratégia de intimidação: disfarçados de motoboys e agindo em grupo, eles cercam residências e comércios para extorquir pessoas com dívidas em atraso. A coluna Na Mira teve acesso exclusivo a imagens que mostram a violência empregada contra famílias e pequenos comerciantes superendividados.
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Em um dos episódios mais críticos, a cobrança resultou em um confronto generalizado entre os cobradores e uma família endividada. A cena incluiu arremesso de pedras, pedaços de pau e até uma moradora usando um capacete para se defender dos agiotas, que acabaram fugindo. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi chamada para controlar a situação e todos os envolvidos foram levados para a 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro).
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Na sequência das operações contra essas redes de extorsão, agentes da Divisão de Repressão a Sequestros (DRS) prenderam em flagrante um jovem colombiano, de 20 anos. Ele é investigado por fazer parte de um esquema organizado de empréstimos ilegais que afeta o DF.
O suspeito foi autuado por usura, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, ele atuava na linha de frente como cobrador de uma estrutura criminosa composta principalmente por estrangeiros. A prisão ocorreu enquanto ele realizava uma cobrança ostensiva de um barbeiro em Ceilândia Norte.
As investigações do DRS revelam a pressão contínua imposta às vítimas: as taxas cobradas pela organização superavam 20% ao mês, com quitações exigidas diariamente, de segunda a sábado, sufocando financeiramente os devedores.
A investida da PCDF ocorreu poucos dias após a família do barbeiro viver momentos de terror. Na última sexta-feira (25/09), a residência das vítimas foi atacada com pedras e agressões físicas por um grupo paralelo de agiotas brasileiros. A PMDF interveio e prendeu quatro integrantes do grupo em flagrante.
Após a autuação na delegacia especializada, o jovem colombiano passou por audiência de custódia e o Poder Judiciário do Distrito Federal converteu o flagrante em prisão preventiva. Ele permanece detido no sistema prisional do DF, à disposição da Justiça.
A DRS continua com as investigações para identificar e prender os outros membros do grupo criminoso.







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