
No debate na TV Globo, Haddad questiona Tarcísio sobre apoio a Milton Leite (Foto: Instagram)
O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), usou a prisão do ex-vereador Milton Leite (União Brasil) para criticar o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante o debate na TV Globo na noite desta terça-feira (29/9). Haddad afirmou que Leite atuaria como um "prefeito sombra" e questionou a relação de Tarcísio com o ex-parlamentar, preso neste mês.
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Haddad questionou: “Será que ninguém te informou que você não devia subir no palanque para pedir voto para uma pessoa que 15 dias depois ia ser presa?”. No entanto, cometeu um engano. Tarcísio participou, em 30 de agosto, de um evento de campanha da família Leite para apoiar as candidaturas dos filhos do ex-vereador, Milton Leite Filho e Alexandre Leite, e não do ex-parlamentar em si.
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Poucos dias depois, a prisão de Milton Leite foi decretada no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do PCC no transporte público de São Paulo. Durante o debate, Haddad também mencionou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, aliado de Tarcísio.
Tarcísio respondeu às acusações, afirmando que sua relação com a família Leite é apenas institucional. “Eles não têm nada, absolutamente nada, nem um cargo”, declarou o governador.
O governador também rebateu, alegando que Haddad teria dividido palco com uma liderança do tráfico na Favela do Moinho, em São Paulo — uma acusação que é parcialmente verdadeira, mas usada de forma descontextualizada por Tarcísio.
O evento ao qual Haddad se referiu ocorreu em 30 de agosto. Na ocasião, Tarcísio elogiou o ex-vereador e presidente do União Brasil em São Paulo, além de seus familiares, durante uma agenda pública de campanha, chegando a falar em “parceria enorme” com o ex-parlamentar.
A Operação Vectura Corrupta, deflagrada em 17 de setembro, teve Milton Leite como um de seus alvos. A Justiça decretou a prisão dele e de outras 15 pessoas, suspeitos de envolvimento com o núcleo político do PCC por meio de infiltração em empresas do sistema de transporte público de São Paulo.
A investigação é um desdobramento da Operação Decúrio, iniciada em agosto de 2024, quando foi identificada uma complexa rede de informações que o PCC utiliza para manter a comunicação entre seus integrantes, quer estejam presos ou nas ruas, utilizando inclusive advogados.
Nessa fase, novamente foi detectada a atuação de advogados em conluio com o crime organizado, extrapolando os limites éticos da advocacia. Também foi identificado o intenso envolvimento do PCC no financiamento de campanhas políticas nas eleições para prefeitos e vereadores de 2024.







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