Câncer de mama: o papel da alimentação no tratamento durante o Outubro Rosa

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Alimentação estratégica fortalece corpo durante o tratamento do câncer de mama (Foto: Instagram)

O câncer de mama é o tipo de tumor mais frequente entre as mulheres no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que haverá mais de 78 mil novos casos anualmente até 2028. Uma dúvida comum ao receber o diagnóstico é: "De que forma a alimentação pode auxiliar no tratamento?".

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Embora nenhum alimento cure o câncer, uma dieta adequada pode ajudar o corpo a suportar melhor tratamentos como quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Isso reduz o risco de interrupções no tratamento e acelera a recuperação.

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O foco principal nessa fase é preservar a massa muscular e manter o peso estável. A perda de massa muscular pode enfraquecer a paciente, enquanto um ganho excessivo de peso, comum devido ao uso de corticoides e terapia hormonal, também é preocupante.

Alimentos ricos em proteínas, como ovos, frango, peixe, carnes magras, iogurte, queijos, feijão, lentilha e grão-de-bico, devem estar presentes em todas as refeições. Se o apetite estiver reduzido, recomenda-se fazer refeições menores e mais frequentes, além de optar por preparações fáceis de engolir, como caldos e purês.

Náuseas, boca seca, feridas na boca e alterações no paladar são efeitos colaterais comuns. Algumas dicas incluem preferir alimentos frios, evitar longos períodos sem comer, beber líquidos entre as refeições e chupar gelo de água ou suco natural para aliviar a boca.

A soja, muitas vezes evitada por medo dos fitoestrogênios, é considerada segura para mulheres em tratamento, inclusive para aquelas com tumores sensíveis a hormônios, desde que não em cápsulas concentradas de isoflavona.

Durante a quimioterapia, a imunidade pode diminuir, então é aconselhável evitar carnes e ovos crus, leite não pasteurizado e alimentos de origem duvidosa. O álcool deve ser evitado, pois além de aumentar o risco de câncer de mama, pode interagir com medicamentos.

A prática de atividade física, quando liberada pela equipe médica, ajuda a combater a fadiga e a preservar a musculatura. O Outubro Rosa destaca a importância do diagnóstico precoce, mas para quem já está em tratamento, a mensagem é clara: a alimentação é uma aliada e deve receber a mesma atenção que os exames médicos.

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