Alerta de Hematologista: Anemia Não Tratada Pode Sobrecarregar o Coração

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Ilustração de eritrócitos em circulação sanguínea (Foto: Instagram)

O cansaço é frequentemente o sintoma mais associado à anemia. No entanto, essa condição pode ser mais complexa e grave do que uma simples indisposição diária. Isso ocorre porque a deficiência afeta o transporte de oxigênio para os tecidos e órgãos do corpo. Se não tratada, pode evoluir para doenças renais, inflamações crônicas e até mesmo sobrecarregar o coração.

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Em conversa com a coluna de Claudia Meireles, o hematologista do Hospital Santa Lúcia, Sandro Melim, explica que a anemia é caracterizada pela redução nos níveis de hemoglobina e no número de glóbulos vermelhos, as hemácias, no sangue.

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A anemia impacta o transporte de oxigênio no corpo. Em casos mais leves, a alteração pode não apresentar sintomas perceptíveis, mas à medida que avança, pode causar impactos significativos na qualidade de vida do paciente.

"Quando é mais intensa, a anemia pode provocar cansaço, fraqueza, falta de ar e dificuldade de concentração e, em situações graves, o coração pode ser sobrecarregado para compensar a menor oferta de oxigênio. Por isso, anemia não deve ser confundida simplesmente com cansaço: é importante confirmar o diagnóstico e investigar sua causa", alerta o médico.

O impacto no sistema cardiovascular é uma das razões pelas quais o tratamento e a investigação da anemia não podem ser negligenciados. À medida que a condição se estabelece, o coração precisa trabalhar mais para compensar a menor quantidade de oxigênio disponível no sangue.

"Isso pode causar palpitações, falta de ar, tontura e até desmaios. Além disso, deixar de investigar pode permitir que sua causa continue evoluindo. É importante não apenas corrigir a deficiência, mas descobrir o que está provocando o problema", destaca o hematologista.

O médico ainda alerta que a anemia pode ser consequência de uma doença mais séria, incluindo alguns tipos de câncer e doenças da medula óssea, como as leucemias.

De acordo com Sandro Melim, isso não significa que toda pessoa com anemia tenha câncer ou leucemia, sendo mais comuns causas menos graves como deficiência de ferro ou vitaminas.

"Em homens e mulheres após a menopausa, uma anemia por deficiência de ferro sem causa aparente merece atenção especial. Nessas situações, é importante procurar possíveis perdas de sangue, inclusive no aparelho digestivo", completa o médico.

O tratamento varia conforme o estágio, mas geralmente envolve a reposição oral ou venosa de ferro. A escolha depende da intensidade da anemia, da causa e da resposta de cada pessoa ao tratamento. A alimentação, por outro lado, pode ser usada para manter os níveis adequados de nutrientes, mas pode não ser tão efetiva sozinha quando a deficiência de ferro já está estabelecida.

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