Emidio de Souza pede investigação sobre uso de verba pública por Salles para campanhas de André e Derrite

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Ricardo Salles, Guilherme Derrite e André do Prado anunciam apoio a Tarcísio de Freitas após desistência de candidatura ao Senado em SP (Foto: Instagram)

O deputado estadual Emidio de Souza (PT-SP) solicitou ao Ministério Público Eleitoral uma investigação sobre o possível uso da candidatura de Ricardo Salles (Novo-SP) ao Senado para favorecer politicamente e economicamente as candidaturas de Guilherme Derrite (PP-SP) e André do Prado (PL-SP).

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Ex-ministro do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro (PL), Salles anunciou sua desistência da candidatura em 28 de setembro, apenas seis dias antes da eleição, ao lado de Derrite, André do Prado e do governador Tarcísio de Freitas, declarando seu apoio aos dois candidatos.

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Para Emidio, a sequência dos fatos gera questões que necessitam de esclarecimento, especialmente considerando o volume de recursos movimentados pela campanha de Salles.

Conforme os dados mencionados na representação, a campanha de Salles arrecadou cerca de R$ 4,58 milhões e declarou aproximadamente R$ 2,98 milhões em despesas, incluindo cerca de R$ 893,9 mil em serviços gráficos e R$ 669,5 mil em impulsionamento de conteúdo na internet.

Do total de R$ 3,6 milhões transferidos pelos diretórios do Novo, aproximadamente R$ 3,1 milhões eram provenientes de recursos públicos.

Informações da biblioteca de anúncios da Meta revelam que Salles impulsionou 30 anúncios solicitando votos para ele e Derrite.

A representação questiona se a candidatura de Salles pode ter funcionado como uma estrutura adicional de arrecadação, propaganda e mobilização política que, posteriormente, beneficiou Derrite e André do Prado.

No documento, Emidio solicita a investigação dos gastos, fornecedores, publicidade, impulsionamento, equipes, eventos e demais estruturas possivelmente compartilhadas entre as campanhas.

CRÍTICAS A ANDRÉ DO PRADO
Antes de desistir da candidatura, Salles havia criticado André do Prado. Além de chamá-lo de pupilo de Valdemar Costa Neto de forma negativa, o então candidato do Novo fez várias denúncias contra o candidato ao Senado pelo PL de São Paulo.

Salles chegou a acusar André do Prado de silenciar uma vítima de estupro, caso em que um ex-assessor do candidato do PL foi condenado. A denúncia levou André do Prado a entrar com uma ação na Justiça Eleitoral para tentar censurar a entrevista com Ricardo Salles, na qual o ex-ministro de Jair Bolsonaro fez as acusações.

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