Especialista revela três hábitos que sabotam o sexo e afetam a relação

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Casal deitado lado a lado, absorto nos celulares, reflete a distância emocional em relacionamentos longos (Foto: Instagram)

Três hábitos silenciosos podem "matar a paixão" e tornar o sexo monótono em relacionamentos longos: críticas destrutivas, acomodação e sexo previsível ou roteirizado. Em um artigo para a revista científica Psychology Today, a psicóloga e terapeuta sexual Cheryl Fraser explica que esses comportamentos, embora pareçam normais no dia a dia, desgastam gradualmente a convivência entre casais.

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O conforto dos relacionamentos longos muitas vezes esconde o fim do flerte e o distanciamento afetivo. Fraser destaca que a falta de imprevisibilidade é um dos sinais de alerta de que as coisas não vão bem, transformando parceiros em colegas de quarto que conversam apenas sobre tarefas do dia a dia.

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Para chegar a essa conclusão, a especialista realizou uma ampla pesquisa com mais de 2 mil casais, revelando dados sobre a vida íntima em relações duradouras. Segundo o levantamento, 42% dos entrevistados não mantinham relações sexuais e apenas 3% classificaram a conexão sexual como excelente.

A forma como o casal discute pode prever o futuro do relacionamento, especialmente quando desacordos se transformam em ataques pessoais. Pesquisas do Instituto Gottman mostram que o desprezo, demonstrado por atitudes como debochar ou revirar os olhos, pode transformar o parceiro em um inimigo ao longo dos anos.

Outro problema surge quando as pessoas param de tentar e abandonam o flerte. A convivência passa a focar em assuntos práticos, como tarefas domésticas e horários de trabalho, fazendo com que o carinho desapareça com o tempo, sem que os dois percebam.

A falta de imprevisibilidade na cama também é um fator que ameaça o futuro da relação e faz com que o sexo pareça um roteiro decorado. "Mamilo, mamilo, virilha, boa noite": é assim que Fraser descreve o sexo no automático. O movimento é sempre o mesmo, o final já é conhecido e a experiência perde toda a graça.

Manter o interesse vivo exige compromisso diário de ambas as partes para evitar que a relação esfrie e morra. Mudar esses hábitos evita que a rotina confortável se transforme em uma distância definitiva entre o casal.

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