Estudo revela que pepino-do-mar pode viver mais de 120 anos

Publicado por

–


Pepino-do-mar Holothuria whitmaei — vive até 120 anos e se camufla em recifes (Foto: Instagram)

Uma criatura marinha de aparência peculiar pode esconder uma característica única. O pepino-do-mar Holothuria whitmaei, presente nos oceanos Pacífico e Índico, pode viver mais de 120 anos, conforme um estudo divulgado neste mês de outubro na revista iScience.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Conhecido também como peixe-teta-preto, o animal é consumido como iguaria e está ameaçado de extinção. A pesquisa recente sugere que sua recuperação na natureza pode ser mais lenta do que se pensava anteriormente.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

A DESCOBERTA FOI FEITA APÓS DÉCADAS DE OBSERVAÇÃO
O estudo começou em 2000 na Grande Barreira de Corais, na Austrália. Naquela época, amostras de tecido de vários indivíduos foram coletadas, e o DNA de cada um foi registrado.

Como os animais não mantêm marcas físicas duradouras, o DNA serviu como uma forma de identificação individual.

Mais de vinte anos depois, em 2024, a equipe voltou a um dos locais de coleta e encontrou novos exemplares. Ao comparar o DNA, identificaram que 31 deles eram os mesmos analisados 24 anos antes, indicando que parte da população sobrevive por longos períodos.

ANIMAIS NÃO CRESCERAM E ATÉ DIMINUÍRAM
Os pesquisadores também mediram os indivíduos encontrados. Em vez de crescimento, observaram uma redução no tamanho e no peso ao longo dos anos. Em média, os animais estavam mais leves e menores do que eram no início do estudo.

A causa dessa mudança ainda não está clara, mas pode estar relacionada a alterações ambientais ou variações naturais do corpo desses organismos.

Apesar disso, o foco principal foi a sobrevivência ao longo do tempo. A taxa de mortalidade anual estimada foi baixa, permitindo projetar que alguns indivíduos podem viver por mais de um século.

ESPÉCIE PODE DEMORAR A SE RECUPERAR
Outro ponto de destaque foi a ausência de exemplares jovens nas coletas. Tanto no início quanto décadas depois, apenas indivíduos adultos foram encontrados. Esse fato sugere que a reposição populacional ocorre lentamente. Para uma espécie já pressionada pela pesca, essa característica dificulta a recuperação.

Os autores ressaltam que outras espécies de pepino-do-mar podem apresentar características semelhantes, mas ainda há poucas informações sobre tempo de vida e dinâmica populacional.

IMPORTÂNCIA NO ECOSSISTEMA MARINHO
Além do interesse científico, os pepinos-do-mar desempenham um papel importante no ecossistema. Eles se alimentam de sedimentos e ajudam a reciclar nutrientes no fundo do mar, contribuindo para o equilíbrio dos recifes de coral.

Com os recifes já sob pressão por mudanças ambientais, a redução de espécies como o pepino-do-mar pode agravar a situação.

Os pesquisadores defendem que os dados devem ser considerados na revisão de estratégias de conservação e manejo dessas populações.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *