Nova pesquisa indica vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro na corrida presidencial

Publicado por

–


Imagem ilustra dois candidatos sob fundo de linhas vermelhas e verdes, simbolizando o embate eleitoral em curso. (Foto: Instagram)

Seu principal ponto fraco é a ausência de conteúdo político de qualquer tipo. Ele é vazio, não possui nada além de intenções louváveis. Parece um ator que decorou seu texto e desempenha o papel que lhe foi dado — ou que escolheu — de forma convincente.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Não tem biografia, e não é a idade que explica essa falta; é porque até agora não fez nada de significativo. Não tem compromisso com nada, exceto com o que a retórica do momento o aconselha a afirmar que tem.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

O sucesso de sua candidatura se apoia, no mínimo, em fundamentos questionáveis. Apresenta-se como um "não político", mas nasceu em um ambiente político tradicional. É alguém capaz de fazer qualquer coisa — absolutamente qualquer coisa — para alcançar seus objetivos. Pode até conseguir se eleger presidente da República assim. Mas que tipo de presidente será?

Avancemos trinta e poucos anos.

Nos parágrafos acima, publicados originalmente no Jornal do Brasil em 21 de maio de 1989, eu delineava o perfil de Fernando Collor de Mello. Naquela época, candidato à presidência, o ex-governador de Alagoas surfava na onda de partidos de aluguel como o Social Cristão, o Social Trabalhista e o Trabalhista Renovador.

Aquela eleição, a primeira pelo voto popular desde o fim da ditadura, foi marcada por 22 candidatos. Entre as lideranças históricas, estavam Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Lula, Mário Covas, Paulo Maluf e Aureliano Chaves. Collor derrotou Lula no segundo turno, mas caiu em 1992, expulso pelo Congresso sob o peso de acusações de corrupção.

Na época, a direita que se pretendia civilizada não escolheu Collor por engano. Sabia exatamente quem ele era, mas preferiu apoiá-lo diante da falta de outro nome capaz de barrar o avanço da esquerda rumo ao poder. Para viabilizar o projeto, foi acionada a engrenagem de sempre: recursos financeiros abundantes, pressão sobre o eleitorado, manipulação de debates e a incipiente disseminação de fake news.

Diferente de hoje, a economia estava em crise crônica. Com o voto impresso em cédulas de papel, a apuração nos rincões do país ocorria sem fiscalização efetiva, abrindo margem para manipulação de atas e urnas. A máquina publicitária fabricou o "caçador de marajás" — o paladino implacável contra os supersalários —, prometendo um salvador da pátria. O desfecho a história registrou.

A grande diferença para quem vai às urnas amanhã é o excesso de luz. A trajetória dos dois candidatos com chances reais de vitória já foi examinada minuciosamente. Desta vez, ninguém poderá alegar, no futuro, que foi enganado por um falso brilhante.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *