
Presidente Lula em reunião com aliados no Palácio do Planalto após o primeiro turno (Foto: Instagram)
O resultado do primeiro turno das eleições deste ano trouxe um cenário desafiador para a esquerda em diversos aspectos. Um dos principais foi o fracasso da federação PSol/Rede e do PDT em superar a cláusula de barreira, o que impacta diretamente os recursos do fundo partidário disponíveis para políticos de esquerda e centro-esquerda. Na direita, até mesmo o Novo conseguiu atingir a meta.
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Conforme destacado, a federação PSol/Rede, que depende fortemente do partido de Guilherme Boulos, ficou a apenas 185 votos de ultrapassar a cláusula de barreira, precisando de 1,5% dos votos para deputado federal em nove estados, mas alcançou apenas 1,49% no Espírito Santo.
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O PDT ficou ainda mais distante: não atingiu os 2,5% dos votos nacionais para deputado federal (obtendo 1,60%) e não chegou perto da meta de eleger 13 deputados federais, conseguindo apenas seis. Na centro-esquerda, apenas o PSB teve sucesso, embora com um desempenho aquém do esperado neste domingo – não elegeu nenhum governador, perdeu com João Campos em Pernambuco, e conquistou apenas três senadores.
A cláusula de barreira também afetou dois partidos que integraram a coligação que elegeu o presidente Lula em 2022: o Solidariedade (em federação com o PRD) e o Avante (que lançou Augusto Cury como candidato de centro à Presidência este ano).
Para o Avante, esse revés é inédito, pois o partido tinha acesso ao fundo partidário até este ano. Já o Solidariedade (que incorporou o Pros) e o PRD (resultado da fusão do PTB com o Patriota) não superaram individualmente a cláusula de barreira em 2022 e se uniram em uma federação para garantir maior verba do fundo eleitoral e tempo de televisão.
No entanto, a federação, que na prática reunia agremiações que até 2023 eram quatro partidos, não alcançou 2% dos votos válidos para deputado federal este ano e novamente não superou a cláusula de barreira, embora tenha elegido sete deputados em seis estados. O Avante elegeu cinco em três estados.
No total, apenas dez partidos ou federações superaram a cláusula de barreira, dois a menos que em 2022: PL, PT/PCdoB/PV, PP/União, PSD, Republicanos, MDB, Podemos, PSB, Novo e Cidadania/PSDB. Apenas a federação do PT pode ser classificada como de esquerda, e o PSB, como de centro-esquerda. Os demais são, no mínimo, de centro. O PSDB, que já foi social-democrata, elegeu 11 deputados em sua federação com o Cidadania.
Como esperado, partidos considerados de extrema esquerda (UP, PCO, PSTU e PCB) tiveram votações insignificantes para a Câmara e não elegeram deputados.







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